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Por Maradona, um Beira-Rio em azul e branco: sinal de que o futebol ainda se mostra capaz de fazer história

Fabio Utz
·2 minuto de leitura

Não foi a primeira vez que o azul esteve presente nas "folhas" que cobrem o Beira-Rio. Mas foi sim, a primeira vez que o estádio colorado se cobriu apenas de azul e branco. E isso, por si só, mostra o tamanho de Diego Maradona não apenas para a Argentina, mas para o planeta.

Por algumas horas, o vermelho reverenciou o azul, algo inimaginável para uma rivalidade tão acirrada como a existente entre Grêmio e Internacional. No entanto, o futebol fica muito maior e muito mais exemplar quando o dia a dia é deixado de lado para lembrar quem contou a história do futebol com uma habilidade fora do comum e com toques de genialidade.

Quis o destino que a Conmebol tivesse programado o encontro entre Internacional e Boca Juniors para um dia em que o mundo parou para chorar a morte de uma lenda. E o Colorado, mesmo que o jogo tenha sido adiado, se aproveitou para homenagear, de forma justa e irreparável, um país inteiro que, a hora em que a partida deveria começar, chorava a perda de seu maior ídolo.

A Argentina e o Maradona mereceram. A Argentina e o Maradona merecem. O esporte está acima de tudo. E Diego, com singelas folhas de um estádio vermelho que foram colocadas, momentaneamente, em azuis, foi elevado, pelo clube rubro, a um patamar que condiz com sua representatividade.

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