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Volkswagen coloca 3 mil funcionários em férias coletivas em São Bernardo (SP)

Trabalhadores de Volkswagen da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) ficarão afastados por 10 dias
Trabalhadores de Volkswagen da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) ficarão afastados por 10 dias

(REUTERS/Amanda Perobelli)

  • Volkswagen coloca três mil funcionários em férias coletivas;

  • Medida foi novamente necessária devido à falta de peças para finalizar a produção dos veículos;

  • Esta é a segunda vez no ano que a produção é interrompida.

A Volkswagen colocou, nesta segunda-feira (27), três mil trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) em férias coletivas. A medida, tomada pela segunda vez neste ano, foi novamente necessária devido à falta de peças e componentes eletrônicos para finalizar a produção dos veículos.

Os funcionários ficarão fora da fábrica ao longo de dez dias, contando de hoje até 7 de julho. A planta de São Bernardo é responsável por produzir os modelos Polo, Virtus, Nivus e Saveiro.

Segundo José Roberto Nogueira da Silva, coordenador-geral da representação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na Volks, a falta de semicondutores não tem atrapalhado apenas o ramo automotivo. "Toda a indústria nacional vem sendo impactada. A falta de política industrial e de desenvolvimento no país tem causado a desestruturação da cadeia produtiva nacional", afirma à Agência O Globo.

O coordenador ainda destacou que há um acordo entre a montadora e os funcionários que prevê situações como esta, o que permite previsibilidade aos trabalhadores.

Impactos

Em maio, cerca de 2,5 mil metalúrgicos de São Bernardo entraram em férias coletivas por 20 dias, devido a problemas na cadeia de fornecimento de peças. No ano passado, outros 1,9 mil colaboradores tiveram contratos suspensos temporariamente na mesma unidade, que também anunciou programa de demissão voluntária. Em Taubaté (SP), a situação impactou 1,2 mil trabalhadores.

Além da pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia também afetou o fornecimento de peças fundamentais para as indústrias. No caso da Volkswagen, modelos híbridos plug-in e alguns elétricos foram suspensos.

Do início de 2022 até o começo de junho, a falta de semicondutores já havia provocado pelo menos 16 paralisações em fábricas. Cerca de 150 mil veículos deixaram de ser produzidos, segundo a Anfavea, associação que representa as montadoras.

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