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Por comida, famílias ocupam supermercados em pelo menos nove capitais

·3 min de leitura

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Famílias ocuparam nesta quinta (16) hipermercados pelo Brasil em busca de alimentos. A ação organizada pelo MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) foi realizada simultaneamente em pelo menos nove capitais.

Em Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, os atos aconteceram em supermercados. Em Fortaleza, foi ocupada a Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos do Ceará.

Sob o nome de "Natal sem fome", o ato nacional reuniu centenas de pessoas em cada cidade, e contou com a presença de homens, mulheres e crianças, em denúncia contra a fome e em busca de cestas básicas. Nos estabelecimentos, os manifestantes exibiam faixas e repetiram palavras de ordem.

Movimentos nas capitais

Em Aracaju, o MLB ocupou o supermercado Extra da avenida Adélia Franco. O movimento exigia cestas básicas para todos os participantes a fim de garantir que todas as famílias tenham o que comer no Natal.

Já em Belém, manifestantes ocuparam o supermercado O + Barato. Segundo o movimento, durante a manhã, várias pessoas que estavam no estabelecimento apoiaram e se solidarizaram com a ação e doaram dez cestas básicas. Além disso, a rede responsável pela unidade recebeu a solicitação do grupo por outras 150 doações, e prometeu um retorno na próxima semana.

Na capital mineira, cerca de 500 famílias de ocupações de Belo Horizonte e da região metropolitana ocuparam uma unidade do Extra no bairro Santa Efigênia. Os participantes pediram cestas para o Natal, mas também para os outros meses do ano. O ato, iniciado durante a manhã, terminou às 18h. De acordo com os manifestantes, uma reunião será realizada nesta sexta (17) com representantes do supermercado.

A rede BIG foi ocupada por famílias em Porto Alegre com reivindicações por 300 cestas básicas. A campanha Natal Sem Fome, organizada pelo MLB em São Paulo, reuniu dezenas de famílias em frente ao Extra, na Liberdade. E em Natal, o Extra do Midway Mall foi ocupado por diversas famílias.

No Recife, cerca de 200 pessoas --segundo estimativas da Polícia Militar--, estiveram no supermercado Extra, no bairro da Madalena. A ação foi tanto um protesto pela alta nos preços dos alimentos, quanto para reivindicar comida na mesa. De acordo com o MLB, o movimento teve início às 8h30 e terminou por volta de 15h. O atendimento foi suspenso nesse período, mas o ato seguiu pacífico e sem confusões. O grupo recebeu uma promessa de reunião remota com a gerência nacional da rede.

No Rio de Janeiro, o Assaí, da Tijuca, teve a presença de diversas famílias com solicitação de 300 cestas básicas. O movimento marcou posição contra a alta dos alimentos e a carestia, com faixas que diziam "quem tem fome tem pressa".

Assim como no RJ, em Salvador foi ocupada uma unidade da rede Assaí, localizada na Cidade Baixa. Segundo o grupo da Bahia, após o longo período no estabelecimento, ficou combinada uma entrega de cestas para amanhã.

Já em Fortaleza, os manifestantes ocuparam a Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos do Ceará. O movimento foi recebido pela secretária da pasta, e conseguiu a doação de cem cestas básicas e cem kits de limpeza.

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