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Por atritos com Fabio Faria, Wajngarten tem permanência no cargo ameaçada

Gustavo Maia, Jussara Soares e Daniel Gullino
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — O secretário especial de Comunicação Social, Fabio Wajngarten, tem sua permanência no cargo ameaçada e pode ser exonerado. De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a decisão de retirá-lo do cargo já teria sido tomada, mas Wajngarten ainda tenta revertê-la. A Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) é atualmente subordinada ao Ministério das Comunicações, comandado por Fábio Faria.

Wajngarten está na berlinda há meses principalmente por se mostrar insubordinado a Faria. O ministro chegou ao cargo com apoio do chefe da Secom, mas a relação entre os dois é instável, com brigas e pazes. A interlocutores, Faria tem minimizado a possível troca, afirmando que se trata apenas de uma mudança de perfil. Caso a demissão seja confirmada, Wajngarten poderá ser realocado em outro cargo no governo.

Em janeiro, Faria ganhou uma sala no Palácio do Planalto, ao lado da ocupada pelo secretário, e aumentou sua influência no governo. O ministro atua na interlocução na imprensa, o que nunca foi prioridade para Wajngarten. Egresso do mercado publicitário, ele tem um foco maior na área de propaganda oficial. Além disso, o estilo explosivo do secretário desagradava outros integrantes do governo.

Apesar das polêmicas, Wajngarten conta com o apreço do presidente Jair Bolsonaro, de quem se aproximou na campanha de 2018. O atual chefe da Secom, inclusive, ajudou a articular a transferência de Bolsonaro para o Hospital Albert Einstein, logo após a facada durante ato de campanha em Juiz de Fora.

Fabio Wajngarten está no governo desde abril de 2019, quando substituiu Floriano Amorim, em breve e apagada passagem pela Secom. Antes do Ministério das Comunicações ser recriado, em junho do ano passado, a Secom era vinculada à Secretaria de Governo.

Recentemente, Wajngarten emplacou seu então secretário de publicidade, Glen Valente, como diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Wajngarten tinha participação prevista na comitiva do governo federal que deverá ir para Israel no fim de semana para buscar uma parceira para a realização de testes no Brasil de um spray nasal que está tendo seu uso contra a Covid-19 estudado, devido à sua influência na comunidade judaica.

Na noite desta quarta-feira, o secretário acompanhou de longe, em um mezanino no Palácio do Planalto, a posse dos ministros Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral) e João Roma (Cidadania). Nas cerimônias oficiais, ele costumava ficar mais próximo da plataforma onde fica o presidente.

No ano passado, Wajngarten foi investigado pela Polícia Federal (PF) pela suspeita de cometer corrupção passiva, peculato e advocacia administrativa. O motivo da investigação foi o fato dele ser sócio de uma empresa que tem contratos com emissoras de televisão e uma agência de publicidade que recebem verbas de publicidade da Secom. O caso também foi analisado pela Comissão de Ética da Presidência, mas foi arquivado.

Procurados, Fabio Wajngarten e Fábio Faria não se manifestaram até o momento.