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Popó chora com 'Irmãos Freitas'; confira o que mais o emocionou

Popó (à direita) e a equipe da série "Irmãos Freitas" na 43ª Mostra de Cinema de São Paulo (Eduardo Ohata)

Popó sai de casa tarde da noite à procura do pai, “Seu Babinha”, o encontra no bar, onde havia tomado algumas e já estava alto, o leva para a casa, onde lhe ajuda a tomar um banho frio. Os olhos de Popó ficam marejados, logo o ex-campeão começa a chorar, ao acompanhar a cena na série “Irmãos Freitas”.

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“Chorei muito, era muito apegado a meu pai, e a cena em que eu lhe dou banho foi a que mais me emocionou até agora”, revela Popó, sobre a série sobre sua vida, cujos episódios são exibidos no canal Space aos domingos a partir das 21h e disponibilizados também pela plataforma do Amazon Prime.

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O projeto sofreu uma série de metamorfoses ao longo dos anos. A idéia original era filmar um longa-metragem, mas como ficaria muito superficial, acabou sendo tranformado, ou esticado, em uma série.

Após assistir os primeiros episódios da série “Irmãos Freitas” (já vi os quatro que foram liberados), dá para recomendá-la com tranqulidade. O roteiro está tão bem amarrado que cada episódio de cerca de uma hora passa voando e fica aquela sensação de “quero mais”. Daniel Rocha e Rômulo Braga, que fazem o papel de Popó e de seu irmão Luís Claudio passam credibilidade, você acredita são mesmo os “Irmãos Freitas”, apesar de não serem parecidos com Popó ou com seu irmão. Nem sempre isso acontece, foi decepcionante assistir “Ali”, em 2001, e só “ver” Will Smith no lugar de Muhammad Ali.

A rivalidade fraternal entre Popó e Luis Claudio era o que faltava para dar “liga” à série. Machado, que reconheceu ter enfrentado dificuldades na fase de confecção do roteiro, se inspirou no filme “O Vencedor” (2010), que trata da relação entre os irmãos Micky Ward (boxeador) e Dicky Eklund (treinador), estudou teorias do psicanalista Jacques-Marie Émile Lacan, para produzir a versão final.

O formato de série, ao invés de um longa, como era a ideia original, permitiu que Walter Salles e Sergio Machado, criadores da série, & Cia fizessem um serviço ao esporte nacional ao resgatar personagens pouco conhecidos pelo grande público na história de Popó, como o irmão Luis Claudio, seu mecenas Armando Leite, da Monumento Spors, entre outros, e lembra, mesmo que em pinceladas discretas, dos bastidores dos negócios que mostram que Popó foi tratado à época por alguns como mera “mercadoria”.

Passados quatro episódios, Popó cansou de chorar? Aparentemente não. O baiano, que só teve acesso antecipado aos dois primeiros episódios e tem acompanhado a série como qualquer telespectador, revela que gostaria de ver a segunda temporada da série, já que (ALERTA DE SPOILER) a atual termina quando conquista o seu primeiro cinturão, o dos superpenas da OMB (Organização Mundial de Boxe).

“Rapaz, uma segunda temporada é o que eu mais desejo, até porque ainda tem muita coisa para mostrar do meu trabalho, família, como cheguei aos meus outros três títulos mundiais”, defende Popó.

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