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Poluição química na Terra superou limite de segurança para a humanidade

·2 min de leitura

A poluição química gerada pela atividade humana ultrapassou a “fronteira planetária”. Segundo o novo estudo liderado pela Stockholm Environment Institute, isso significa que a massa destes poluentes é a superior à capacidade da Terra em contê-los, ameaçando ainda mais os ecossistemas globais.

O plástico é o produto que mais se destaca nessa conta, que também soma outros 350 mil produtos químicos sintetizados, como pesticidas e antibióticos. A nova pesquisa destacou que a poluição plástica, por exemplo, pode ser encontrada do topo do Monte Everest ao mais profundo oceano.

Só em 2020, a humanidade produziu mais de 8 milhões de toneladas de lixos plásticos relacionados à pandemia de covid-19 (Imagem: Reprodução/OceansAsia.org)
Só em 2020, a humanidade produziu mais de 8 milhões de toneladas de lixos plásticos relacionados à pandemia de covid-19 (Imagem: Reprodução/OceansAsia.org)

Essa “fronteira planetária” se refere aos limites ambientais que permitem aos humanos a viverem em segurança. Em outras palavras, a humanidade já produziu tanta poluição química que o meio ambiente se torna instável para sua sobrevivência — algo inédito nos últimos 10 mil anos.

A poluição química ameaça os processos físicos e biológicos para o funcionamento da vida, o que inclui pesticidas que matam insetos, peças fundamentais de diversos ecossistemas, além dos clorofluorcarbonetos (CFCs), responsáveis por destruir a camada de ozônio.

Calculando a fronteira planetária

Para o estudo, os pesquisadores analisaram a taxa de produção de derivados químicos — a qual tem crescido rapidamente — e a liberação deles no meio ambiente, que acontece a uma velocidade maior do que capacidade de rastreá-los e, assim, medir a dimensão do impacto.

O gráfico demonstra as atuais tendências globais crescentes de produtos químicos (Imagem: Reprodução/Linn Persson et al.)
O gráfico demonstra as atuais tendências globais crescentes de produtos químicos (Imagem: Reprodução/Linn Persson et al.)

A coautora do estudo, Bethanie Carney Almroth, da University of Gothenburg, disse que não faltam evidências que acusam os passos em uma direção errada. Como exemplo, ela citou a quantidade de plásticos no planeta, que já supera a massa total de mamíferos.

Desde a década de 1950, houve um aumento de 50 vezes na produção de derivados químicos e o número triplicará até 2050. Por isso, os pesquisadores destacaram a necessidade de uma regulamentação tão eficaz quanto as metas de redução de carbono para limitar o aquecimento global.

A fronteira planetária é um dos cinco pontos de inflexão os quais cientistas apontam já terem sido ultrapassados, como o aquecimento global e a destruição ecossistemas marinhos e terrestres.

O estudo foi publicado na revista Environmental Science & Technology.

Fonte: Canaltech

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