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Poluição causada pelo seu carro pode ser útil na agricultura; veja como

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Um estudo realizado por três membros da Texas A&M University revelou um dado curioso sobre a emissão de gases poluentes dos carros. Segundo Maria Barrufet, Elena Castell-Perez e Rosana Moreira, a água e o dióxido de carbono que saem dos escapamentos dos automóveis podem ser reaproveitados para o cultivo de alimentos, principalmente na agricultura, que demanda muito o uso de água.

De acordo com as docentes, que publicaram o estudo e aguardam financiamento para desenvolvê-lo, a utilização dessa água e CO2 residuais poderia ser feita em estufas urbanas, que já utilizam esses materiais comprados industrialmente. A questão, no entanto, fica em como os automóveis poderão realizar a separação desses dejetos para, depois, serem utilizados nesses locais.

Nos documentos, as docentes descrevem que o calor do motor pode alimentar um sistema orgânico de ciclo Rankine (ORC), essencialmente uma pequena unidade fechada contendo uma turbina, trocadores de calor, condensador e bomba de alimentação que funcionam como uma máquina a vapor antiquada, mas em uma escala muito menor e com muito menos calor necessário para produzir eletricidade. O ORC alimentaria os outros componentes, como um sistema de troca de calor, que poderia resfriar, comprimir e transformar o gás CO2 em um líquido para um armazenamento mais compacto.

(Imagem: Reprodução/gargantiopa/Envato)
(Imagem: Reprodução/gargantiopa/Envato)

Para efeito de comparação e do tamanho dessa descoberta, as medições são as seguintes: um carro médio pode produzir cerca de 5 toneladas de CO2 e 21 mil litros de água por ano. As estufas e fazendas urbanas precisam de aproximadamente 2kgs de CO2 e 22 litros de água para cultivar 1kg de qualquer vegetal. Isso seria distópico e poderia, inclusive, influenciar na eletrificação do mercado automotivo.

Agora Barrufet, Castell-Perez e Moreira buscam ativamente financiamento para continuar seu trabalho. Embora a pesquisa sobre a melhoria de dispositivos para captura de CO2 em grande escala já esteja em andamento em laboratórios e indústrias nos Estados Unidos, não existe nada com o tamanho do que elas desenvolveram. A estimativa das docentes é de que um protótipo realmente utilizável esteja pronto em 10 anos.

Fonte: Canaltech

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