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Policiais rodoviários de SP recebem fuzil para combater 'novo cangaço'

·3 min de leitura
ATIBAIA, SP, BRASIL. - 30.11.2021 - Agentes da PRF  (Policia Rodoviária Federal) que atuam no estado de São Paulo estão recebendo treinamento para manusear e atirar com fuzis FN FAL calibre 7,62. A intenção é capacitar os policiais para atuar contra as quadrilhas que promovem roubos a bancos de forma cinematográfica, chamados de
ATIBAIA, SP, BRASIL. - 30.11.2021 - Agentes da PRF (Policia Rodoviária Federal) que atuam no estado de São Paulo estão recebendo treinamento para manusear e atirar com fuzis FN FAL calibre 7,62. A intenção é capacitar os policiais para atuar contra as quadrilhas que promovem roubos a bancos de forma cinematográfica, chamados de

ATIBAIA, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Rodoviária Federal no estado de São Paulo recebeu 20 fuzis doados pelo Exército. A ideia é que as armas sejam usadas contra quadrilhas do "novo cangaço", modalidade na qual grupos de criminosos invadem cidades do interior para realizar roubos a bancos.

Os agentes agora estão recebendo treinamento para aprenderem a manusear o novo equipamento, de calibre 762 --armamento que costuma ser utilizado pelas Forças Armadas. Os 70 policiais que estão recebendo a capacitação desde a segunda quinzena de novembro atuam em unidades especializadas e consideradas de elite.

A arma é do modelo Parafal, fabricado pela empresa brasileira Imbel, e é utilizada por paraquedistas devido ao mecanismo retrátil, que facilita o manuseio durante o pouso. O fuzil tem um peso médio de 4,5 kg.

O grupo que tem recebido o treinamento só estava sabia atuar com fuzil de calibre 556, armamento de potência inferior ao 762, que pode perfurar a lataria de veículos.

As ações das quadrilhas de roubo a banco têm tirado o sono de moradores de cidades do interior. No mês passado, uma operação conjunta da Polícia Militar de Minas Gerais e de agentes da própria PRF resultou na morte de 25 homens suspeitos de integrarem um dos grupos do novo cangaço. De acordo com as autoridades, eles planejavam atacar bancos em Varginha, no sul mineiro.

Uma das últimas ações da quadrilha em solo paulista ocorreu em Araçatuba (a 521 km de São Paulo), durante a madrugada de 30 de agosto. Naquele dia, criminosos fortemente armados explodiram e roubaram duas agências bancárias, fizeram moradores reféns e incendiaram veículos. Ao menos três pessoas morreram, além de outras que ficaram feridas.

Durante a manhã da última terça-feira (30), a reportagem acompanhou parte do treinamento teórico e prático de agentes da PRF que atuam no NOE (Núcleo de Operações Especiais) e no GOC (Grupo de Operações com Cães). O curso, de apenas um dia, foi ministrado em um clube de tiro na cidade de Atibaia (a 67 km de São Paulo).

As instruções práticas, que duram cerca de duas horas, servem para demonstrar a estrutura da arma, como montagem e desmontagem, nomenclatura das peças, além da precisão do disparo, que pode atingir um alvo a até 600 m.

"É uma arma que o oponente, o crime, respeita por causa da precisão. Intimida a força adversária", disse o instrutor André Borges, 54.

Para ele, o uso desse tipo de equipamento pela polícia é cada vez mais necessário para enfrentar as quadrilhas, que estão vez mais treinadas e com armas mais potentes. "As equipes especializadas precisam ter ao menos um fuzil desse para fazer frente ao crime."

Passada a parte teórica, os policiais recebem instruções de como segurar o fuzil em diversas situações hipotéticas do cotidiano, como em pé, ajoelhado ou deitado.

O fuzil doado pelo Exército possui carregador com capacidade para 20 munições, com outra na agulha, ou seja, uma arma com capacidade para 21 disparos em situações reais. No curso, cada aluno pode efetuar cem disparos, em diferentes circunstâncias e distâncias.

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