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Policiais mataram menino em legítima defesa, conclui investigação da PM do CE

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minutos de leitura

A Polícia Militar do Ceará concluiu que a morte do garoto Mizael Fernandes da Silva, de 13 anos, ocorreu “em legítima defesa própria e de terceiros”, segundo o IPM (Inquérito Policial Militar). O adolescente foi baleado por dois PMs dentro de uma casa, em Chorozinho (CE), em julho.

A investigação foi concluída em 24 de agosto, mas estava sob sigilo de Justiça até 29 de setembro. A PM sustenta a versão de que o menino estava armado e reagiu à ação da polícia. A mãe de Mizael, Leidiane Rodrigues da Silva, se revoltou com a conclusão do caso afirmou que o filho morreu dormindo.

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“Meu filho morreu dormindo, inocentemente. Inventaram que ele estava com uma arma, essa arma nunca apareceu porque não existe! Meu filho nunca pegou em uma arma de fogo, era uma criança estudiosa. Acabaram com a vida dele, com a minha e a da nossa família. Estamos sofrendo muito. Se cobrar por Justiça for custar minha vida, que venham, pois não vou deixar sujarem a vida de uma criança inocente”, disse Leidiane ao portal UOL.

A tia de Mizael, Lisângela Rodrigues, estava no momento que o sobrinho foi morto, porém afirmou que não foi ouvida pela Polícia Militar junto com outras testemunhas (o marido, o filho e o tio, além dela). “Como se pode fazer uma conclusão dessa se nenhuma testemunha foi ouvida?”, questionou.

De acordo com depoimento dos familiares à Polícia Civil, por volta da 1h da madrugada um grupo de policiais militares invadiu a casa onde estava Mizael e mandou todos se retirarem.

O garoto estava dormindo em um dos cômodos e não ouviu a ordem. Ao lado dele, estava um telefone celular que ele havia comprado no dia anterior, no valor de R$ 200, depois que conseguiu juntar dinheiro com a venda de castanhas.

Logo depois, os familiares ouviram tiros e se desesperaram. O menino morreu na hora que foi atingido pelos disparos.

Três PMs foram indiciados pela Polícia Civil em 21 de setembro, data que o inquérito foi remetido ao Ministério Público Estadual. A Polícia Militar se ateve a confirmar apenas o resultado do IPM e não justificou a versão dos militares.