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Policiais falam em traição se Bolsonaro desistir de reajuste para a categoria

·2 min de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.11.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista coletiva após reunião de trabalho no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.11.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista coletiva após reunião de trabalho no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf), Dovercino Neto, afirmou nesta segunda-feira (10) que a categoria pode se sentir traída caso o governo desista de fazer uma reestruturação de carreira.

A sugestão de abandonar os reajustes para os policiais foi dada pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Para o deputado, a solução para conter a pressão dos servidores é que Bolsonaro recue da promessa feita à categoria, e que os salários de todos os servidores federais fiquem sem aumento neste ano.

"Caso o governo volte atrás e desista dessa reestruturação, a categoria poderá sentir isso como uma traição por parte do governo", afirmou Neto à reportagem. "Contudo, o momento é de crer que o governo Bolsonaro vai honrar com seu compromisso com o fortalecimento e a valorização da segurança pública".

Perguntado se a categoria aceitaria um reajuste mais modesto usando a verba disponível no Orçamento hoje (de R$ 1,7 bilhão, o que daria menos de 1% de forma linear a todos os servidores), Neto afirmou que os policiais não buscam um aumento salarial -"mas sim uma justa e necessária reestruturação das carreiras".

Em sua visão, o Estado brasileiro fortaleceu vários outros órgãos e carreiras públicas há mais de uma década. "A PRF e demais polícias da União, no entanto, foram deixadas para um segundo momento, como se o tema da segurança pública não fosse igualmente essencial ao desenvolvimento de uma nação", disse.

Outras entidades que representam policiais procuradas pela reportagem também rechaçaram a ausência de reajuste para a categoria ou um aumento mais modesto.

O movimento de Bolsonaro no ano passado por um reajuste a policiais despertou uma ampla mobilização no funcionalismo por reajuste salarial, com direito a um movimento nacional de entrega de cargos na Receita Federal e atos semelhantes no Banco Central e entre auditores do trabalho.

Após o envolvimento direto de Bolsonaro na articulação em defesa do aumento a policiais, está prevista no Orçamento de 2022 uma verba de R$ 1,7 bilhão para reajuste salarial no funcionalismo, mas não há no texto uma previsão de uso dos recursos exclusivamente para as carreiras policiais.

Apenas PF, PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Depen (Departamento Penitenciário Nacional), além de agentes comunitários de saúde, obtiveram promessa de reajuste por parte de Bolsonaro.

Diversos sindicatos de servidores se mobilizam para conseguir abocanhar ao menos parte dessa verba ou conseguir mais espaço no Orçamento destinado a corrigir salários de funcionários públicos.

Nos cálculos do governo, cada aumento de 1% linear a todos os servidores gera impacto de R$ 3 bilhões para a União.

Representantes da elite do funcionalismo dizem que a maioria dos servidores públicos federais está com o salário defasado em 27,2%, pois não há reajuste desde 2017.

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