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PF apura financiamento do governo federal a sites com ataques ao Congresso e STF

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Foto: Andressa Anholete/Getty Images
Foto: Andressa Anholete/Getty Images

A Polícia Federal apura indícios de que o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) financiou pessoas e páginas na internet que impulsionaram atos antidemocráticos realizados por apoiadores do presidente. Um inquérito, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), investiga a organização e o financiamento de atos que promoveram ataques e pediram o fechamento do Congresso Nacional e da Corte. As informações são do Globo.

Um relatório parcial da PF produzido no inquérito aponta uma ligação das manifestações com o Palácio do Planalto. O órgão apura se publicidade oficial foi utilizada na promoção de tais eventos. O documento utiliza informações de que a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) veiculou publicidade em sites que propagam ações antidemocráticas, enviadas pela CPMI das Fake News do Congresso Nacional.

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“A investigação tem o objetivo de checar se essa ocorrência se deu por culpa ou por ação ou omissão deliberada de permitir a adesão da publicidade do governo federal, e a consequente monetização, ao conteúdo propagado”, escreveu a delegada Denisse Dias Ribeiro.

A delega ainda quer descobrir a motivação dessa suposta conduta.

“Outro ponto a ser elucidado (e que complementarão a análise do material já em curso) é se essa conduta ocorreu por vínculos pessoais/ideológicos entre agentes públicos e os produtores de conteúdo ou mesmo por articulação entre ambos”, completou

De acordo com o Globo, há suspeita de que os gestores públicos tenham usado mecanismo disponíveis em ferramentas de publicidade, como o Google Ads, no intuito de evitar que mensagens do governo chegassem a sites propagadores de ataques às instituições.

“Não há informações que indiquem se os agentes públicos responsáveis, dolosa ou culposamente, criaram critérios objetivos (palavras-chave, filtros ou bloqueios) que evitassem que a propaganda do governo federal fosse veiculada e monetizasse canais que difundem ideias contrarias às professadas pelo Estado democrático de Direito, permitindo (i.e., não impedindo), com tal prática, que ocorresse o repasse de recursos públicos com a intermediação de ferramentas tecnológicas a tais canais das redes sociais”, diz o relatório.

A mecânica de publicação de propaganda virtual conhecida como “mídia programática” realiza uma distribuição automática de anúncios, conforme critérios estabelecidos pelo contratante. Contudo, é possível escolher bloquear determinados sites.