Mercado fechará em 5 h 43 min
  • BOVESPA

    121.863,15
    +1.157,24 (+0,96%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.240,90
    +411,59 (+0,84%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,02
    +1,20 (+1,88%)
     
  • OURO

    1.835,90
    +11,90 (+0,65%)
     
  • BTC-USD

    50.647,34
    -45,15 (-0,09%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.410,11
    +51,55 (+3,79%)
     
  • S&P500

    4.155,82
    +43,32 (+1,05%)
     
  • DOW JONES

    34.268,50
    +247,05 (+0,73%)
     
  • FTSE

    7.030,25
    +66,92 (+0,96%)
     
  • HANG SENG

    28.027,57
    +308,90 (+1,11%)
     
  • NIKKEI

    28.084,47
    +636,46 (+2,32%)
     
  • NASDAQ

    13.239,75
    +139,50 (+1,06%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3943
    -0,0182 (-0,28%)
     

Polônia e Hungria vetam orçamento da UE por discordarem de cláusula democrática

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os governos da Hungria e da Polônia bloquearam nesta segunda-feira (16) a aprovação do orçamento da União Europeia para os próximos sete anos e do pacote emergencial de ajuda para os países afetados pela pandemia de coronavírus. Ambos justificaram a decisão por discordarem de uma nova cláusula que determina que os integrantes do bloco só poderão ter acesso ao dinheiro caso respeitem regras democráticas e o Estado de Direito. O bloqueio deixa o futuro econômico da UE no limbo após meses de negociação e deve criar uma nova tensão entre os dois países e o restante do bloco. Tanto o governo húngáro --liderado pelo nacionalista Viktor Orbán--, quanto o polonês (comandado pelo partido de ultradireita Lei e Jusiça), tem sido acusados nos últimos anos de tomarem medidas de caráter autoritário. Ambos, inclusive, já são investigados pela própria UE por tentativas de interferência no Poder Judiciário e por ameaças a liberdade de imprensa e de organização. Neste contexto, os 27 países do bloco aceitaram incluir em julho no projeto do orçamento a cláusula que vinculava a disponibilidade de verbas ao respeito à democracia. Na ocasião, Budapeste e Varsóvia se manifestaram contra a medida, mas ela precisava apenas do apoio da maioria dos Estados-membros para ser aprovada. A situação agora é diferente, porém, porque para financiar seu novo orçamento, a UE vai precisar pegar dinheiro emprestado. E, para fazer isso, ela precisa receber a autorização unânime de todos os países do bloco --ou seja, na prática Hungria e Polônia tem poder de veto sobre todo o projeto. O pacote de ajuda disponibilizaria 750 bilhões de euros (R$ 4,8 trilhões) para ajudar na recuperação econômica dos europeus, enquanto o novo orçamento, válido entre 2021 e 2027, ficaria na casa de 1,1 trilhão de euros (R$ 7,1 trilhões). A expectativa dentro do bloco era que, apesar das reclamações, os dois países não iriam bloquear a aprovação do orçamento porque precisam do dinheiro para enfrentar a crise causada pela pandemia. Mas pouco antes do encontro dos representantes dos países em Bruxelas para confirmar o acordo, o governo húngaro anunciou que iria bloquear a medida. "A Hungria vetou o orçamento", disse Zoltan Kovacs, porta-voz de Orbán. "Não podemos apoiar o plano em sua forma atual de vincular os critérios do Estado de Direito às decisões orçamentárias", disse ele. Na sequência, o ministro da Justiça da Polônia, Zbigniew Ziobro, declarou que o governo local também vai vetar a aprovação. Segundo a imprensa europeia, a chanceler alemã, Angela Merkel, vai iniciar já esta semana uma nova rodada de negociações com os líderes dos outros países para tentar resolver o impasse --Orbán e o premiê polonês, Mateusz Morawiecki, devem participar das conversas. Os chefes de Estado e de governo do bloco já tinham uma reunião online marcada para esta quinta (19) para debater a resposta à pandemia, mas a tendência agora é que o encontro tenha como foco também as questões orçamentárias.