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Políticas “obscuras” de trabalho remoto do Google causam tensão entre funcionários

·3 minuto de leitura
Políticas “obscuras” de trabalho remoto do Google causam tensão entre funcionários
Políticas “obscuras” de trabalho remoto do Google causam tensão entre funcionários

As novas políticas de trabalho remoto (o popular “home office”) do Google vem causando problemas entre a empresa e seus funcionários, com alguns acusando a gigante da busca na internet de oferecer tratamento especial a funcionários sênior, enquanto a base da pirâmide é forçada a se submeter a cancelamentos de realocação e reajustes salariais mal explicados.

De acordo com Laura De Vesine, uma engenheira de estrutura das páginas do Google na web, as novas normas, previstas para implementação pela empresa em resposta à pandemia da Covid-19, são obscuras. Ela e sua equipe foram notificadas de uma realocação para a Carolina do Norte – algo bem-vindo para ela, já que isso evitaria longas horas de transporte público e preços de aluguel em São Francisco, onde ela está agora.

Entretanto, a mudança viria com 15% de corte em seu salário, em virtude das novas ambientações e o fato de ela trabalhar de casa. Depois, os 15% viraram 25%, sem explicação. Em seguida, a realocação inteira foi cancelada. A situação deixou De Vesine descontente, e ela entregou seu aviso prévio há duas semanas, se demitindo do Google nesta sexta-feira (9).

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Imagem mostra Urs Hölzle, executivo sênior do Google, que está de mudança para a Nova Zelândia. Sua realocação expôs tratamento preferencial em políticas de trabalho remoto do Google, causando tensão entre funcionários de base
Urs Hölzle, executivo sênior do Google, anunciou mudança para a Nova Zelândia, em caráter permanente de trabalho remoto. Anúncio causou descontentamento entre funcionários da empresa que não tiveram a mesma flexibilidade. Imagem: Getty Images/Reprodução

“Essa sensação de que eu não posso, de forma realista, deixar a área de São Francisco e continuar trabalhando para o Google foi o suficiente para que eu decidisse ir embora”, disse De Vesine ao CNET. “[É] O fato de o Google não priorizar as necessidades de seres humanos, que as pessoas têm famílias”.

De Vesine não é a única a expor suas tensões com as práticas de trabalho remoto do Google: na última semana, Urs Hölzle, um dos executivos mais antigos da empresa, enviou um e-mail à todos os funcionários, anunciando que ele se realocaria para a Nova Zelândia, trabalhando permanentemente de sua casa.

A medida foi vista pelos funcionários de base como tratamento preferencial por parte do Google, haja vista que, em maio, o CEO do Google e da Alphabet, Sundar Pichai, havia estipulado um modelo híbrido de trabalho, onde todos os funcionários teriam que passar pelo menos três dias de suas semanas dentro do escritório, e o restante, em caráter remoto.

Dentro dessa estrutura, prevista para entrar em funcionamento a partir de setembro, 20% dos funcionários estariam trabalhando remotamente, enquanto outros 20% seriam realocados para escritórios em outras cidades, com revisão salarial e de benefícios refletidas conforme o piso desses novos locais.

Segundo um porta-voz do Google, o pedido de realocação de Hölze foi feito e aprovado em 2020, antes das novas políticas serem criadas. A empresa, porém, não permitiu que o executivo em questão concedesse entrevistas. Isso gerou mais tensão em uma companhia conhecida por funcionários que constantemente criticam suas lideranças: no passado, movimentos organizados por empregados tidos menores atacaram o Google por contratos escusos com o exército, condições de trabalho na China, ações diante de casos de assédio sexual e a demissão injusta de pesquisadoras que questionaram a ética da empresa em projetos de inteligência artificial.

Nos EUA, as campanhas de vacinação seguem em um estado relativamente avançado, embora a retomada completa da economia ainda não tenha sido feita devido a negacionistas se recusarem a tomar as vacinas de imunização contra a Covid-19. As empresas, porém, já lutam para estabelecer novos formatos de trabalho para quando a pandemia acabar no país.

O Twitter e o Reddit, por exemplo, vão adotar um formato completamente remoto, deixando a parte presencial apenas para o que for necessário, como limpeza de escritórios, reuniões administrativas e manutenção de data centers. A Apple também anunciou planos de modelo híbrido ao final de julho.

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