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Política monetária dificilmente terá efeito devastador e rápido na atividade, diz assessor de Guedes

Preços de alimentos exibidos do lado de fora de um supermercado no Rio de Janeiro

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O aperto monetário implementado pelo Banco Central para segurar a inflação dificilmente terá efeito devastador e rápido sobre a atividade, disse nesta quinta-feira o chefe da Assessoria Especial de Estudos Econômicos do Ministério da Economia, Rogério Boueri, argumentando que o governo vê bons indicativos para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2023 mesmo com a alta nos juros.

Em entrevista à imprensa para comentar o resultado do PIB do segundo trimestre, que subiu 1,2% em relação ao trimestre anterior, Boueri afirmou que para o Brasil ter um crescimento próximo de zero em 2023 seria preciso haver uma desaceleração muito grande, o que, para ele, é improvável.

O assessor do ministro da Economia, Paulo Guedes, argumentou que o Banco Central iniciou o agressivo ciclo de aperto monetário há muito tempo, no início de 2021, e ainda assim a economia mostra força, com indicadores de consumo das famílias, serviços, emprego e investimentos em alta.

“Os efeitos de política monetária já estão aí”, disse. “Dificilmente teremos um 'crash landing', um efeito da política monetária devastador e rápido, não vai ser assim”.

“Podemos esperar que a política monetária vá remar cada vez menos contra a atividade”, acrescentou.

Análise da pasta, em cenário considerado conservador por Boueri, aponta que o país cresceria 1,4% em 2023 mesmo que a atividade ficasse estagnada no segundo semestre deste ano e depois subisse 0,3% por trimestre no ano que vem.

O mais recente boletim Focus do Banco Central, que coleta projeções de analistas de mercado, aponta para uma alta de 0,37% do PIB em 2023. A projeção do governo está atualmente em 2%.

Boueri afirmou que o ministério não tem sido otimista em suas projeções, argumentando que mesmo as projeções oficiais para o PIB ficaram abaixo dos valores concretizados.

Na avaliação do técnico da pasta, os estímulos fiscais implementados pelo governo este ano, como reforço em programas sociais e reduções de tributos, “não são muito relevantes” para o desempenho da atividade neste ano.

Para ele, um fator que contribuirá para o cenário futuro positivo é a manutenção de índices de confiança em alta.