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Polícia vai investigar vazamento de vídeo que mostra prisão de cibercriminoso

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

A Polícia Federal informou que vai investigar o vazamento de um vídeo que mostra, na íntegra, a prisão em flagrante daquele que é considerado um dos maiores cibercriminosos do Brasil. Ele foi alvo da operação CREEPER, realizada em 3 de fevereiro, que também apreendeu mais de R$ 7,2 milhões em um apartamento em Cachoeiro do Itapemirim (ES). As imagens, que fazem parte do processo, estão sendo compartilhadas por meio do WhatsApp.

O vídeo tem pouco mais de três minutos e mostra o momento em que os policiais federais invadem a casa do acusado, que é identificado diversas vezes como Igor e aparece acompanhado de uma mulher não-identificada. Os rostos dos agentes e também do próprio suspeito estão ocultos durante toda a gravação, que parece ter sido feita a partir da câmera acoplada ao colete de um dos oficiais.

A gravação foi editada, com cortes que mostram diferentes momentos da operação, como a solicitação para que o acusado desbloqueie o celular e conversas posteriores com os policiais. Além disso, o vazamento dá destaque ao momento em que o suspeito tentaria usar um comando para apagar o disco rígido de um notebook e é contido fisicamente pelos oficiais. A busca em veículos e na própria residência também aparece nas imagens, assim como o montante em dinheiro apreendido.

O compartilhamento que está sendo feito pelo WhatsApp chama a atenção para este momento e também acompanha imagens dos policiais trabalhando em computadores e elementos adicionais da apreensão. Nas fotos, aparecem caixas e ampolas de remédios controlados, documentos, cartões de crédito e cheques. Em uma busca rápida, as cenas também podem ser localizadas em outras redes sociais como Twitter e YouTube.

<em>Vídeo que faz parte de investigação da Polícia Federal é compartilhado por meio do WhatsApp, junto com fotos que mostram dinheiro, remédios controlados e o trabalho dos oficiais (Imagem: Captura de tela/Canaltech)</em>
Vídeo que faz parte de investigação da Polícia Federal é compartilhado por meio do WhatsApp, junto com fotos que mostram dinheiro, remédios controlados e o trabalho dos oficiais (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Segundo a polícia, o acusado operava um esquema de roubo de dados pessoais e credenciais bancárias de brasileiros. A partir de links de phishing compartilhados em massa por meio de mensageiros e redes sociais, ele conseguia acesso às contas bancárias das vítimas para a retirada de dinheiro. Ao todo, oito mandados de prisão foram cumpridos nas cidades de Cachoeiro do Itapemirim e Guarapari, ambas no Espírito Santo, além de São Paulo (SP).

Os anabolizantes, de acordo com divulgação oficial da Polícia Federal, seriam o motivo da prisão, já que os medicamentos foram encontrados em endereços ligados ao acusado sem o devido registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Além disso, o suspeito é investigado por cinco crimes, incluindo lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo as autoridades, o vídeo foi gravado como forma de obter provas penais para uma investigação que ainda está em andamento. O conteúdo que vem sendo compartilhado no WhatsApp indica um vazamento com fonte interna, uma vez que as imagens não foram compartilhadas por meio de canais oficiais da Polícia Federal — apenas pouco segundos de imagens, mostrando o dinheiro apreendido, foram divulgadas a veículos de imprensa.

Fonte: Canaltech

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