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Polícia tinha informação de que Ecko visitaria mulher no Dia dos Namorados e ficou de prontidão

·5 minuto de leitura

A polícia tinha informações de que Wellington da Silva Braga, o Ecko visitaria a mulher neste sábado, Dia dos Namorados, por isso escolheu a data para fazer a operação. A informação foi passada pelo subsecretário de Polícia Civil, Rodrigo Oliveira, na coletiva para detalhar a ação, na Cidade da Polícia. Segundo o subsecretário, foi feita uma prontidão de três dias

— A data de hoje foi escolhida pelo Dia dos Namorados, tínhamos informações que davam conta de que ele visitaria sua mulher. Estávamos de prontidão há três dias esperando por sua chegada. Tão logo se confirmou a presença do criminoso no local, o cerco foi feito — disse, acrescentando que diversas unidades estavam trabalhando nessa investigação, de forma isolada, por questão de sigilo.

Ele explicou que quando os policais entraram, Ecko tentou resistir, mas foi baleado. Ele foi levado de Paciência para a Lagoa, de helicóptero, por que esse é o procedimento adotado nesses casos, e de lá, de ambulância até o Hospital Miguel Couto.

O delegado Felite Curi, diretor do Departamento geral de Polícia Especializada explicou que esse trabalho começou com uma ação para desarticulação das farmácias da milícia e que resultou na prisão de 19 milicianos.

— Unificarmos nossas informações juntamente com os dados de inteligência da Subsecretaria de Inteligência e entramos na reta final da identificação do paradeiro do criminoso. As investigações foram unificadas e depois disso chegamos muito rápido ao paradeiro desse criminoso. A apuração foi meticulosamente planejada, não podíamos ir com muita gente, porque eles têm sistema de monitoramento de policiais. Também não podemos revelar como chegamos lá. Mas posso dizer que essa ação está sendo planejada há meses, com inúmeras operações de inteligência naquele local, que não podemos revelar por motivos óbvios — disse o delegado.

Curi contou ainda como foi a operação deste sábado:

— Estávamos hoje desde o início da madrugada perto do local com quatro equipes concentradas em algum locais. Estávamos aguardando informações com nossa inteligência se o alvo ia ou não se encontrar com sua esposa por ocasião da data. Tivemos uma confirmação de que ele tinha chegado ao local por volta das 5h. Não tínhamos 100% de certeza, e sim 95%, mas só entraríamos com 100%. Fizemos uma digilencia e confirmamos. Tivemos um efetivo muito reduzido, com 20 policiais. Equipes entrando na parte de trás da casa, outros entrando pela frente. Quando o helicóptero sobrevoou, ele tentou fugir justamente por trás. Houve algum confronto, e ele voltou pela frente. As equipes que entraram pela frente literalmente deram de cara com ele e o neutralizamos.Não podemos revelar mais detalhes da operação porque ela ainda está em curso. Estamos fazendo várias diligências pra apurar outros crimes no local.

O secretário de Polícia Civil Alan Turnowski destacou a fala do governador Cláudio Castro, de que ao assumir o cargo recebeu a missão de intensificar o combate à milícia no Rio.

— Não é possível que um criminoso chefie o crime por anos sem a polícia montar uma operação para prendê-lo. Estamos do lado da sociedade, do lado do bem. No caso concreto de hoje, fazemos uma das partes, prender o líder. Mas temos uma força-tarefa com mais de 90 operações e 650 presos, e R$ 1,5 bilhão de prejuízo para a milícia. Não vamos desistir de combater o crime organizado, mesmo que ele esteja politizado — disse o secretário Turnowski.

Um dos criminosos mais procurados do país

Chefe da maior milícia do Rio, Ecko morreu neste sábado após ser preso durante uma ação da Polícia Civil. Ele era também um dos criminosos mais procurados do país e foi encontrado numa casa na comunidade das Três Pontes, em Paciência, na Zona Oeste. Baleado na região do tórax, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com informações prestadas pela Secretaria Municipal de Saúde, Ecko chegou morto ao hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul da cidade.

A operação foi batizada de Dia dos Namorados, em razão da data em que ocorreu, 12 de junho. Dutrante seis meses de investigação, a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPim) concluiu, com base em informações da inteligência, que este seria o dia ideal para capturá-lo. Aação foi coordenada pela Subsecretaria de Planejamento Operacional e contou com a participação de 21 policiais.

A DRCPim trabalhou com as delegacias de Combate ao Crime Organizado (Draco) e de Combate às Drogas (Dcod). A Polícia Civil mirou nos crimes da milícia, principalmente na Zona Oeste, incluindo contrabando de cigarros, água, gás e transporte alternativo, além de farmácias para lavagem de dinheiro. Diante do trabalho policial, o prejuízo para a organização ultrapassou R$ 50 milhões.

Sucessor do irmão

Ecko, assumiu o comando da maior milícia do Rio, após a morte de seu irmão, Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, ocorrida em abril de 2017, durante uma ação da Polícia Civil em Paciência, na Zona Oeste. Sua ascensão provocou um racha na quadrilha, dando início a uma guerra pelo controle no grupo, que resultou nas mortes de pelo menos dez pessoas em dois meses. A escolha do novo chefe, usuário de drogas e apontado como um homem violento, desagradou os integrantes do bando, na ocasião com forte atuação em Campo Grande, Paciência e Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, além de Seropédica e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O miliciano era um dos criminosos mais procurados do país e morreu neste sábado, após ser preso em ação da polícia.

Enquanto o antecessor, cujo reinado durou três anos, era um chefe espalhafatoso, que deixava ser bastante filmado e fotografado, frequentava bailes, tinha um time de futebol amador e ia aos campeonatos, onde era homenageado na beira do campo, Ecko tinha um perfil mais dicreto. Mais reservado, não costumava aparecer em público e, até pouco tempo, a polícia só tinha acesso a duas fotos do criminoso: a 3x4 tirada para sua identidade e uma em que aparece abraçado a uma mulher, durante uma festa.

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