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Polícia de SP prende suspeito de participar de incêndio à estátua de Borba Gato

·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 26.07.2021 - Funcionários fazem a limpeza da estátua de Borba Gato, localizada em São Paulo, que foi incendiada por manifestantes. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 26.07.2021 - Funcionários fazem a limpeza da estátua de Borba Gato, localizada em São Paulo, que foi incendiada por manifestantes. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de São Paulo prendeu na tarde desta quarta-feira (28) o entregador de aplicativos Paulo Roberto da Silva Lima, o Paulo Galo, uma das pessoas que participaram do incêndio da estátua de Borba Gato, no dia último dia 24.

A prisão de Lima foi comunicada na página oficial do próprio entregador no Instagram. Na nota à imprensa, Galo, que admite participação no incêndio, reclama de a prisão ter sido estendida à mulher dele, Gessica.

"Gessica [nem] sequer estava presente ao ato político do dia 24/07 e tem uma filha de 3 anos de idade com Paulo, também detido nesta data", diz nota.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que deve divulgar, em instantes, detalhes dos pedidos de prisão.

Ainda no comunicado à imprensa, a assessoria de Lima informa que a prisão temporária dele foi expedida pela Justiça momentos antes de ele se apresentar ao 11º DP (Santo Amaro), onde prestaria esclarecimentos sobre o incêndio.

O advogado dele, André Lozano Andrade, disse que falará sobre o assunto após deixar a unidade policial, onde acompanha o depoimento do cliente.

Além do pedido de prisão, ainda de acordo com nota à imprensa, a Justiça também concedeu ordem de busca e apreensão de endereços ligados ao suspeito.

"O mandado de busca e apreensão para a residência de Paulo havia sido expedido para o local errado e Paulo apresentou seu endereço correto, autorizando e possibilitando a entrada em sua residência", diz a nota.

Além de Lima, também se apresentou espontaneamente à polícia Danilo Oliveira (Biu), que também assumiria sua participação no ato, segundo a nota.

A polícia já tinha indiciado Thiago Viera Zem, dono do caminhão que foi usado para o transporte de pessoas e pneus até o monumento de Borba Gato.

Os advogados do entregador tentaram evitar a prisão apresentado uma petição informando que Paulo Lima queria colaborar com as investigações.

Eles também pediam acesso ao inquérito para poder exercer o direito de defesa. E afirmam que, mesmo ciente do risco de prisão, o entregador "não irá se furtar de seu dever cívico frente à autoridade policial e o poder Judiciário".

Paulo "Galo" Lima é também fundador do Movimento dos Entregadores Antifascistas. "Para aqueles que dizem que a gente precisa ir por meios democráticos, o objetivo do ato foi abrir o debate. Agora, as pessoas decidem se elas querem uma estátua de 13 m de altura de um genocida e abusador de mulheres", disse o entregador anteriormente, conforme nota.

No último dia 24, um grupo desembarcou de um caminhão e espalhou pneus na avenida Santo Amaro e em torno do monumento, ateando fogo logo depois. O movimento Revolução Periférica assumiu a autoria do incêndio.

Policiais militares e bombeiros chegaram na sequência, controlaram as chamas e liberaram o tráfego. O ato terminou sem feridos nem detidos.

Em um vídeo postado nas rede sociais no dia 14 de julho, um dos integrantes do grupo afirmava que Borba Gato contribuiu ativamente para o genocídio da população indígena.

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