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Polícia pede a prisão de mais dois suspeitos pela morte do contraventor Fernando Iggnácio

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A Delegacia de Homicídios (DH) da Capital pediu a prisão, nesta segunda-feira, de mais dois suspeitos de participar do assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, no dia 10, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Foram identificados o ex-PM Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro — conhecido como Pedrinho —, e Ygor Rodrigues Santos da Cruz — o Farofa —, segundo o "RJ TV", da TV Globo.

Os dois homens teriam participado do crime ao lado do cabo da PM Rodrigo Silva das Neves, o primeiro a ser reconhecido, e de um quarto homem, que ainda não foi identificado. Até este domingo, dia 22, os nomes dos dois suspeitos não haviam sido revelados.

As suspeitas levantadas durante as investigações se confirmaram. Os dois já eram investigados por outros crimes. Segundo o "RJ TV", Pedrinho, ex-soldado da Polícia Militar, foi expulso da corporação depois de um homicídio em 26 de abril de 2015. O crime aconteceu após um desentendimento numa boate de Realengo, na Zona Oeste. Ele e o taxista Carlos Paredes Dias Neto, de 30 anos, brigaram por conta de um esbarrão. Na saída, Pedrinho disparou dez vezes com uma pistola, matando o homem.

Já Farofa é suspeito por diversos crimes e investigado pelo Ministério Público por envolvimento com a milícia em procedimentos instaurados na polícia que resultaram em homicídio. Em um deles, Farofa é apontado como o autor dos disparos que mataram Ketellen Umbelino de Oliveira Gomes, de 5 anos, há um ano, atingida por uma bala perdida na Praça da Cohab, em Realengo. Ele ainda integra um grupo de matadores profissionais rival do Escritório do Crime, segundo a polícia.

Imagens de câmeras

Reportagem do "Fantástico" da TV Globo exibida neste domingo mostrou o roteiro feito pelo quarteto no dia do assassinato do contraventor Fernando Iggnácio. Nas imagens, obtidas com exclusividade, eles chegaram ao local do crime com quatro horas de antecedência e prepararam o terreno para se camuflarem.

As imagens de câmeras de segurança próximas ao heliponto que a polícia teve acesso mostram que era 9h, quando os bandidos entraram no matagal ao lado do heliporto, onde o bicheiro desembarcaria vindo de Angra dos Reis. Os assassinos estiveram no mesmo local nas duas madrugadas anteriores ao crime para mapearem como toda ação seria feita.

A DH da Capital, através das câmeras, rastreou o trajeto do grupo após o assassinato até a casa da namorada de Rodrigo da Silva das Neves, em Campo Grande, a 40 quilômetros do local do crime. O grupo deixou o carro e as armas utilizadas, pelo menos duas delas um FAL 7,62 e um AK-47, no condomínio.