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Polícia localiza carro blindado que seria usado na escolta do miliciano Danilo Tandera

·2 min de leitura

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Delegacia Especializada em Armas Munições e Explosivos (Desarme) apreenderam, nesta quarta-feira, em Nova Iguaçu, um carro blindado suspeito de ter sido utilizado na escolta armada de Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera, apontado pela polícia como chefe de uma milícia que atua na Baixada Fluminense e em parte da Zona Oeste do Rio. Dentro do veículo, que foi apreendido no Bairro de Cabuçu, os agentes encontraram carregadores de fuzil e munição calibre 7,62. O carro que estaria com uma placa clonada vai passar por uma perícia, na Cidade da Polícia, no Jacaré.

A Polícia Civil investiga ainda se o veículo foi usado em ações criminosas recentes, entre elas num conflito armado no Conjunto Dom Bosco, localizado às margens da Avenida Abílio Augusto Távora, em Nova Iguaçu. Desde o último dia 25, o local é alvo de uma disputa envolvendo milicianos de grupos rivais comandados por Tandera e por Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho. Este último é irmão de Wellington da Silva Braga, o Ecko, que morreu em junho após trocar tiros com policiais.

Zinho e Tandera já foram aliados, mas romperam, em 2020, e atualmente disputam os negócios irregulares explorados pela milícia na Baixada Fluminense e na Zona Oeste do Rio.

A ação do dia 25 de outubro não foi o primeiro registro de confronto envolvendo dois grupos paramilitares rivais. No dia 16 de setembro deste ano, o grupo de Tandera invadiu parte da área dominada por Zinho, em bairros como Santa Cruz, Paciência e Jardim Palmares, na Zona Oeste, e ateou fogo em sete vans que faziam o transporte de passageiros. Na mesma ocasião, o grupo invasor matou dois homens a tiros. Segundo a polícia, a ação ocorreu porque o bando de Danilo tentou forçar os motoristas do transporte alternativo a pagarem taxas para seu grupo paramilitar e não para o bando chefiado por Luiz Antônio.

A cobrança de taxas impostas a motoristas de vans, a arrecadação irregular de valores de comerciantes e a venda clandestina de sinal de TV a cabo são alguns dos principais negócios explorados pelos dois grupos rivais de milicianos na Zona Oeste do Rio e na Baixada Fluminense.

Zinho e Tandera estão com as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça e são considerados atualmente foragidos.

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