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Polícia do Japão prende duas pessoas por postar filmes resumidos no YouTube

·3 minuto de leitura

A polícia do Japão prendeu duas pessoas por publicarem filmes resumidos no YouTube. Os fast movies, como são chamados, são edições que revelam o enredo inteiro de filmes apenas alguns minutos. Essa é a continuidade de uma ação das autoridades japonesas, que já haviam prendido outras três pessoas envolvidas no esquema. Segundo as produtoras, essa prática viola a lei de direitos autorais, porque são usadas cenas dos filmes sem qualquer tipo de autorização.

As edições duravam cerca de 10 minutos e, devido à sua popularidade, geravam receita de publicidade para os uploaders, tornando os crimes de natureza comercial. Antes, eles eram apenas editados, mas agora também contam com uma narração para a ajudar a explicar melhor o enredo.

(Imagem: Reprodução/The Japan Times)
(Imagem: Reprodução/The Japan Times)

O YouTube e outros sites de hospedagem de vídeos proíbem o usuário de realizar upload de filmes completos ou de materiais sem autorização. Fazer isso geralmente causa a exclusão do material, avisos de restrições por direitos autorais e, em casos mais graves, ações judiciais.

Prisão parece ser novidade neste meio tecnológico. Isto pode estar ligado, contudo, a uma tendência que preocupa autoridades japonesas. Os chamados filmes resumidos estão virando uma tendência por lá porque poupam o tempo de quem não quer assistir a toda película.

É preciso destacar que essa modalidade difere das críticas de cinema. Nesse caso, alguns youtubers usam cenas dos filmes para ilustrar trechos do que estão comentando. Nos fast movies, contudo, o objetivo é contar toda a história em cerca de 10 minutos.

Guerra do grupo antipirataria

O grupo antipirataria Content Overseas Distribution Association (CODA) informou que medidas seriam tomadas contra os uploaders, o que se concretizou no mês passado. Essas pessoas não foram submetidas a um processo civil, mas levadas diretamente para a prisão como parte de uma ação criminal com base em supostas violações da Lei de Direitos Autorais do país asiático.

De acordo com o CODA, os suspeitos editaram e publicaram quatro filmes de propriedade da Toho Corporation e da Nikkatsu Corporation. O grupo afirma que existem 55 contas no YouTube oferecendo esse tipo de conteúdo ilegal.

Depois das três prisões no mês passado, muitas delas foram encerradas e os filmes removidos, mas ainda há alguns insistentes. Resta saber se os “sobreviventes” ainda vão insistir na prática ou se haverá vitória nessa guerra contra os piratas.

YouTube têm fechado o cerco contra a pirataria (Imagem: Reprodução/YouTube)
YouTube têm fechado o cerco contra a pirataria (Imagem: Reprodução/YouTube)

YouTube também tem endurecido práticas

No início do ano, o YouTube havia apertado o cerco contra a pirataria. Documentos submetidos ao governo do Reino Unido revelaram novas ações da empresa no combate ao uso indevido da plataforma de vídeos.

Um dos sites na mira era o YouTubeConverter.io, que como o nome já diz, permite baixar vídeos da plataforma em diferentes formatos e qualidades, incluindo também opções de áudio. Dentre as reclamações, o site alega uso indevido do seu nome comercial e quebra de direitos autorais.

Se a moda pegar aqui no Brasil, donos de dezenas de sites piratas poderiam ter o mesmo destino. Você pensa que isso poderia ocorrer por aqui? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte: Canaltech

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