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Polícia investiga possível falha humana em acidente que matou 41 no interior de SP

ALFREDO HENRIQUE
·2 minuto de leitura
ITAÍ, SP, 26.11.2020 - VELÓRIO-VÍTIMAS-ACIDENTE-SP - Amigos e familiares no Cemitério Municipal de Itaí, no interior de São Paulo, durante enterro das vítimas do acidente entre um ônibus e um caminhão que causou 41 mortes e deixou dez pessoas feridas na manhã de quarta-feira (25) na região de Avaré, também no interior de São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
ITAÍ, SP, 26.11.2020 - VELÓRIO-VÍTIMAS-ACIDENTE-SP - Amigos e familiares no Cemitério Municipal de Itaí, no interior de São Paulo, durante enterro das vítimas do acidente entre um ônibus e um caminhão que causou 41 mortes e deixou dez pessoas feridas na manhã de quarta-feira (25) na região de Avaré, também no interior de São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

AVARÉ, SP (FOLHAPRESS) - A polícia investiga se uma falha humana teria provocado o acidente entre um ônibus e um caminhão, que matou 41 pessoas por volta das 6h30 desta quarta-feira (25), na rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, região de Taquarituba (328 km de SP).

"O que temos de concreto é que tudo indica que não foi falha mecânica", afirmou a delegada Camila Rosa Alves, titular da Seccional de Taquarituba e que responde pela investigação sobre o acidente no interior paulista.

Os enterros em Itaí (287 km de SP), onde morava a maioria das vítimas, ocorreram entre a madrugada e a manhã desta quinta-feira.

A policial disse ainda trabalhar com a possibilidade de homicídio culposo (sem intenção), com base nos elementos levantados pela investigação até o momento. "Apuramos se o ônibus estava acima da velocidade, mas para termos convicção, precisamos de provas documentadas", explicou.

A suspeita de que o coletivo estava acima da velocidade é embasada em depoimentos colhidos informalmente até agora pela polícia com sobreviventes, inclusive o motorista do ônibus.

Para constatar sobre as investigações, a polícia aguarda resultados de exames periciais, feitos no tacógrafo de ambos os veículos envolvidos na colisão.

Além disso, a Polícia Científica avalia as marcas de pneus deixadas no asfalto, após o acidente. "Uma certeza que temos é a de que o ônibus invadiu a pista contrária. Falta agora saber as circunstâncias em que isso aconteceu", acrescentou a delegada seccional.

Segundo ela, há duas versões sobre o acidente. Em uma delas, o motorista do ônibus alega que iria fazer uma manobra de ultrapassagem e tentou frear sem sucesso, pelo fato de os freios do veículo terem falhado.

Já a outra versão é a de um caminhoneiro que trafegava em baixa velocidade em frente ao ônibus onde estavam as vítimas. Em uma curva, o condutor deste caminhão afirma ter ouvido o barulho da colisão, logo atrás dele, com a outra carreta.

"Com base nos resultados da perícia saberemos se algum dos motoristas teve culpa", acrescentou a delegada se referindo aos condutores dos dois veículos envolvidos no acidente.

A policial acrescentou que o motorista do caminhão envolvido no acidente tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação), mas não era habilitado para dirigir veículos de grande porte. Ele está entre os mortos do acidente.

O ônibus que se envolveu no acidente não possuía registro para o transporte de passageiros, acumulou infrações recentemente e rodava ilegalmente havia mais de um ano. O veículo levava funcionários de uma indústria têxtil.

De acordo com a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), a empresa Star Fretamento e Locação Eireli EPP, responsável pelo ônibus envolvido no acidente, não possuía o registro e operava de maneira ilegal desde 11 de outubro de 2019. A reportagem não conseguiu contato com responsáveis pela empresa.

O acidente foi um dos mais graves já registrados em rodovias no estado.