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Polícia Federal prende três suspeitos de ciberataque ao STF

·2 minuto de leitura

A Polícia Federal anunciou nesta terça-feira (08) a prisão de três suspeitos de envolvimento em ataques digitais contra o Supremo Tribunal Federal (STF). As ações fazem parte da chamada Operação LEET, que ainda está em andamento e também envolve mandados de busca e apreensão nas cidades de Belém do São Francisco, Jaboatão dos Guararapes e Olinda, todas no Pernambuco; além de Bragança Paulista (SP) e Itumbiara (GO).

As autoridades não divulgaram as identidades dos suspeitos, mas afirmam que eles são parte de uma quadrilha definida como “sistemática e organizada”, que realizaram uma tentativa de invasão aos sistemas do STF em maio deste ano. Desde então, a PF está envolvida na investigação e, com a prisão do trio, agora pretende identificar outros envolvidos, além das circunstâncias dos crimes.

O caso registrado no último mês não levou ao vazamento de dados nem ao comprometimento de informações sigilosas, mas chegou a tirar sistemas e o site do Supremo Tribunal Federal do ar. De acordo com as informações do órgão, a plataforma foi retirada do ar, passando a funcionar apenas internamente, depois que um acesso “fora do padrão” foi identificado, o que levou ao fechamento de todos os serviços para o público externo.

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A indisponibilidade durou cerca de um dia, enquanto, segundo o órgão, apenas dados públicos ou características técnicas dos sistemas foram acessadas pelos criminosos. Na ocasião, o STF também disse estar sendo alvo de bots que tentam capturar informações de processos em massa e que estaria tomando medidas para conter as tentativas. Na mesma ocasião, a Polícia Federal também entrou no caso, em uma investigação que leva às prisões realizadas nesta terça.

Os suspeitos serão acusados de crimes como associação criminosa e invasão de dispositivo informático, com uma pena combinada que pode chegar a cinco anos de prisão. Os endereços das apreensões foram obtidos a partir das investigações da PF, que diz continuar investigando e indica a realização de novas operações contra supostos envolvidos no futuro.

Fonte: Canaltech

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