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Polícia fecha bordeis de bonecas sexuais na China

Alveni Lisboa
·3 minuto de leitura

A polícia de Shenzhen, província de Guangdong, no sul da China, fechou dois estabelecimentos que ofertavam sexo com bonecas de silicone inanimadas em troca de dinheiro. Por preços que variam entre US$ 15 e US$ 28 a hora (cerca de R$ 85 a R$ 160), o cliente tinha o direito de usar o quarto e escolher a boneca sexual que mais lhe agradasse.

Havia muitas opções disponíveis aos interessados, desde simples chuveiros com a parte inferior do corpo de bonecas até quartos luxuosos e locais que simulavam hospitais e salas de aula. As bonecas eram aquecidas a cerca de 40ºC para tornar a experiência mais realística.

Quartos simulavam hospitais e salas de aula (Imagem: Reprodução/Newsweek)
Quartos simulavam hospitais e salas de aula (Imagem: Reprodução/Newsweek)

O trabalho sexual é ilegal na China e pode levar os exploradores a cumprir prisão por até dez anos, o que não impediu o proprietário Li Bo de ingressar no ramo. O hotel foi inaugurado em 2018 em uma área conhecida por abrigar grandes empresas multinacionais do ramo de tecnologia, incluindo a Foxconn, conhecida fabricante de componentes eletrônicos para iPhone, iPad, Xbox, Nintendo Switch e PlayStation.

O empresário viu uma grande oportunidade para os negócios na área, que conta com 120 mil operários solteiros, de acordo com a mídia chinesa — para se ter uma ideia, o local tem uma proporção de cinco homens para cada mulher. Em razão disso, em dezembro do ano passado, foi aberta uma segunda filial em uma região diferente da cidade, desta vez próximo da fábrica da Huawei.

Li Bo mostra seu "estabelecimento" (Imagem: Reprodução/Newsweek)
Li Bo mostra seu "estabelecimento" (Imagem: Reprodução/Newsweek)

Segundo o proprietário, não houve explicação ou documentação legal das autoridades que fundamentassem o fechamento. As lojas estavam sob investigação policial, mas não haveria razão para fechá-las até enquanto os trabalhos não fossem concluídos. “Não é uma necessidade da classe trabalhadora, é uma necessidade masculina. As empresas continuam fechadas, mas vou tomar medidas legais", afirmou Li Bo.

Prática preocupa autoridades

O problema é que as bonecas não se enquadram na legislação vigente, que só versa sobre seres humanos. Isso tem preocupado as autoridades chinesas, já que existe uma área cinzenta que pode ser aproveitada para lavar dinheiro proveniente de crimes.

Além disso, de acordo com o jornal estatal Xinhua News, adolescentes eram frequentemente encontrados visitando esses estabelecimentos. Há também preocupação com a higiene dos locais e a transmissão de doenças, especialmente em momento de pandemia.

Zona cinzenta

Li Bo tem 34 anos e é conhecido como o magnata das bonecas sexuais. A entrada no ramo foi justamente para driblar a fiscalização existente sobre a prostituição no país, tanto que o seu “bordel” funcionava de forma legal até então. Ele se aproveitava desse conflito para tocar sua empresa de forma lucrativa.

Fachada de uma das lojas fechadas pela polícia (Imagem: Reprodução/Sixthtone)
Fachada de uma das lojas fechadas pela polícia (Imagem: Reprodução/Sixthtone)

O modelo de negócios foi tão bem-sucedido que atraiu mais de uma dúzia de concorrentes na região, apesar do seu estabelecimento, nomeado de “Ai Ai Le”, continuar sendo o mais popular.

Ele jura ter entrado para o ramo para “ajudar pessoas” e defende o seu empreendimento com unhas e dentes. Segundo Li, muitos de seus clientes têm dificuldades para se relacionar com mulheres — alguns sequer tiveram relações. “Tive um cliente deficiente que mancava. Depois de uma experiência com uma boneca, ele me disse: 'Esta é a experiência sexual mais digna que tive em minha vida.'”, conclui.

Se a moda pegar, será necessário revisar a legislação dos países para evitar este tipo de inconveniente. O que você acha disso tudo? Comente.

Fonte: Canaltech

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