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Polícia diz que caseiro confessou ter matado três pessoas em Goiás: "Não está negando nada"

·2 min de leitura

O caseiro Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, confessou ter matado a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro, segundo informou o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, em entrevista coletiva ao lado da Polícia Civil e Militar do estado.O suposto autor do crime se entregou na manhã deste sábado em Gameleira, a cerca de 100 quilômetros de onde os crimes ocorreram.  

"Ele já assumiu que foi ele. Não está negando nada. Está tentando justificar o injustificável. Está tentando arrumar desculpa", afirmou o secretário.

A polícia informou que ele entregou a arma que teria sido usada nos crimes, um revólver calibre 38. Protácio estaria ainda carregando munições de diversos calibres. 

O caseiro está sob custódia, e será levado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito. Segundo a polícia, ainda não foi apresentado um advogado de defesa. 

Uma fazendeira local convenceu Protácio a se entregar à polícia, segundo publicou o g1. Ela afirmou que estava em sua casa quando foi abordada pelo supeito. 

"Eu estava dormindo e meu marido havia saído para pegar leite. Ele bateu na janela, apontou a arma para mim, falou que era um assalto e que ia me matar. Eu pedi calma, falei pra ele ficar tranquilo que eu iria ajudá-lo", disse Cinda Mara ao g1.

Ela contou que, após conseguir acalmar Wanderson, ele chegou a tomar café e vestir uma camisa. Mara então chamou o marido, que o colocou o suspeito no carro e o levou até os policiais. Antes de entregá-lo às autoridades, a fazendeira chegou a tirar uma foto com o suspeito.   

Os crimes ocorreram na zona rural de Corumbá, onde Protácio trabalhava como caseiro de uma fazenda. Após ter matado a mulher grávida e a enteada, ele teria ido até a casa do seu patrão e furtado um revólver com seis munições. Em seguida, o suspeito foi a uma propriedade vizinha e matou um fazendeiro para roubar a caminhonete dele.

Protácio foi apelidado de "Lázaro 2.0" ou "Novo Lázaro", devido a semelhanças ao caso de Lázaro Barbosa, acusado de matar quatro pessoas da mesma família e que foi alvo da maior perseguição policial da história de Goiás, em junho deste ano.

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