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PM que matou companheira é indiciado por feminicídio

Policial não estaria aceitando o fim do relacionamento. Foto: Pixabay

O PM (Policial Militar) que matou a companheira com três tiros por, supostamente, não aceitar o fim do relacionamento e achar que estava sendo traído, foi indiciado por feminicídio. As investigações sobre a morte de Patrícia Salviano, de 23 anos, começaram quando ela foi encontrada morta, em 4 de novembro em Vespasiano, Minas Gerais.

A vítima foi encontrada já sem vida e deitada em sua cama. No dia do crime, uma foto do corpo foi divulgada nas redes sociais com o texto “fui trair meu marido ‘polícia’ deu nisso”. Laudos da perícia da Polícia Civil de Minas Gerais comprovaram que a mulher tinha levado tiros na nuca, na cabeça e no peito. Até o momento, a arma usada para cometer o crime não foi encontrada. 

O marido dela, no entanto, se apresentou dois dias depois do crime e não falou nada sobre o crime. De acordo com testemunhas, o sargento Glaysson de Souza Costa, de 46 anos, não aceitava o fim do relacionamento com a mulher e suspeitava de que ela tinha um caso fora do casamento.

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A polícia encontrou mensagens do suspeito no celular da vítima. Nelas, foi possível concluir que ele não queria a separação e que ele acusava a mulher de supostas traições. Ainda de acordo com as autoridades, familiares e amigos da vítima confirmaram que ela vivia uma relação instável e conturbada com o PM.

Postagem foi feita e apagada. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil também ouviu a filha do casal, que disse que percebia as ameaças que o pai fazia. Com as provas, o suspeito teve a prisão preventiva decretada na última quinta-feira (14) e foi indiciado.

Caso seja considerado culpado após seu julgamento, o policial poderá cumprir uma pena que vai de 12 a 30 anos de prisão.