Mercado fechado
  • BOVESPA

    129.264,96
    +859,61 (+0,67%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.315,69
    -3,88 (-0,01%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,63
    -0,03 (-0,04%)
     
  • OURO

    1.784,90
    +2,00 (+0,11%)
     
  • BTC-USD

    32.658,42
    -2.634,38 (-7,46%)
     
  • CMC Crypto 200

    783,66
    -66,69 (-7,84%)
     
  • S&P500

    4.224,79
    +58,34 (+1,40%)
     
  • DOW JONES

    33.876,97
    +586,89 (+1,76%)
     
  • FTSE

    7.062,29
    +44,82 (+0,64%)
     
  • HANG SENG

    28.449,84
    -39,16 (-0,14%)
     
  • NIKKEI

    28.698,89
    +687,96 (+2,46%)
     
  • NASDAQ

    14.135,25
    +5,25 (+0,04%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9746
    -0,0007 (-0,01%)
     

PM apreendeu moto de entregador e ela ‘sumiu’ do sistema do Detran: ‘Fui roubado pela polícia?’

·4 minuto de leitura
Francisco Bruno Brito da Silva, 26 anos, teve a moto apreendida e ela “sumiu” dos sistemas da PM e do Detran após ato por melhoria para os entregadores | Foto: Reprodução
Francisco Bruno Brito da Silva, 26 anos, teve a moto apreendida e ela “sumiu” dos sistemas da PM e do Detran após ato por melhoria para os entregadores | Foto: Reprodução

Por Caê Vasconcelos

Desde terça-feira (14/7), Francisco Bruno Brito da Silva, 26 anos, não sabe onde está a sua motocicleta. Ele foi abordado por PMs após um ato contra a precaridade do trabalho dos entregadores que trabalham para aplicativos. Na ação, Bruno teve a sua moto apreendida e Jefferson André da Silva, 23 anos, que afirma ter sido torturado pelos PMs.

Todos os dias, de lá para cá, Bruno tem ligado para a Polícia Militar e para o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para saber da sua motocicleta, mas o veículo “sumiu” do sistema. “Como que apreenderam a minha moto e ninguém sabe onde tá? Eu fui roubado pela polícia?”, questiona o entregador. O caso é acompanhado pela Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio.

Mais na Ponte:

Há 3 anos, Bruno “sobrevive e vive” com a sua motocicleta. Trabalha de 10 a 12 horas diárias com entregas por aplicativo. “Agora, além de não poder trabalhar, ainda tá subindo o valor do pátio. Além de não ver a cor do dinheiro, ainda vou ter que pagar esse valor que só tá subindo porque a moto não aparece”, desabafa.

No dia do ato, conta Bruno, logo no começo da manifestação, “tudo estava estranho”. Os entregadores foram informados pelo Sindicato dos Motoboys de São Paulo e Região que não deviam cobrir as placa das da motocicletas. As placas são cobertas pelos entregadores para evitar multas, mas, naquele dia, foram informados que a PM estaria ali apenas para preservar a segurança do ato, não os multaria.

“Ninguém tampou as placas, já que a polícia estaria com a gente. Mas, quando a gente passou pelo primeiro semáforo, tinha uma viatura parada que começou a anotar o maior número de placas possível. Aí a galera começou a ficar brava. Já estamos a precaridade, lutando pelo nosso direito, tomar uma multa e perder a habilitação não daria certo”, explica Bruno.

“A rapaziada ficou brava e foi falar com os policiais. Chegaram outros policiais, já com spray de pimenta querendo partir para a agressão”, relata. Segundo o entregador, os advogados do sindicato foram intervir. “Do outro lado da avenida, tinha outra policial anotando as placas também e começou um outro tumulto”, completa.

Nesse momento, ele desceu da sua moto e foi em direção ao tumulto. Ele acredita que foi nesse momento que um colega cobriu a sua placa, mas ele só foi perceber depois. “Enquanto as motos estavam em comboio, os policiais não fizeram nada. Mas quando estávamos sozinhos a história foi outra”, detalha o entregador.

Bruno parou com um amigo em uma oficina para ver um defeito na moto, nesse momento os outros entregadores seguiram o caminho. Quando ele saiu da oficina, no primeiro semáforo, foi abordado com Jefferson. “A polícia viu a bandeira do sindicato e mandou eu encostar, com toda a ignorância em cima de mim”, denuncia.

“Eu vi que a polícia estava empurrando o Jefferson para dentro do porta-mala e ele com a mão levantada. Os policiais falando para ele não resistir e ele respondendo que não estava resistindo. Aí eu perguntei o que estava acontecendo e ele [o PM] me xingou de tudo que é nome. Só fui conseguir falar duas horas depois. Quando eu vi minha placa, pensei ‘ferrou'”, lamenta.

O entregador conta que a polícia tentou de tudo para causar a mesma situação que aconteceu com Jefferson e, assim, o agredir. “Tiraram foto da bandeira do sindicato com a minha placa tapada. Eles ficaram falando que foi o sindicato que mandou tapar as placas”.

“A maioria dos motocas foram embora com medo de ter a moto apreendida ou tomar multa. Eles [policiais] conseguiram o que queriam, que era desmembrar o movimento”, completa.

Bruno teve a moto apreendida e Jefferson foi encaminhado para o 14º DP (Pinheiros). “Perguntei em qual DP iam levar o Jefferson e um dos PMs que ficou comigo falava que tinham prendido ele, que ele estava com ‘os ladrão'”, finaliza.

Outro lado

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que “a Polícia Militar esclarece que o veículo foi apreendido administrativamente e removido ao Pátio Novo Mundo [na zona norte da cidade de SP] pelo guincho do local. Mais informações sobre a retirada da motocicleta devem ser obtidas no pátio”.

A reportagem procurou o Detran e aguarda retorno.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos