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Playboy planeja voltar à bolsa de valores nos EUA com foco em 'estilo de vida'

Finanças Internacional
·3 minutos de leitura
Foto: Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Foto: Mateusz Slodkowski/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

A Playboy está se preparando para dar prazer à carteira dos investidores em breve.

A empresa, fundada por Hugh Hefner em 1953, anunciou que fará uma fusão com a SPAC Mountain Crest Acquisition Corp., em um negócio que avalia a Playboy em US$ 415 milhões. O retorno da empresa às bolsas acontecerá em algum momento entre os próximos 60 a 90 dias. Com a conclusão da operação, ela terá uma injeção de capital de US$ 100 milhões ao seu balanço.

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A liderança da Playboy continuará a cargo do atual CEO Ben Kohn, um veterano de Wall Street com passagem pela Cowen & Company e pela empresa de investimento privado Rizvi Traverse.

"Vi na Playboy a maior oportunidade da minha carreira. A marca é um ícone", Kohn afirmou ao Yahoo Finanças.

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Depois de anos de asfixia financeira e fraco desempenho nos mercados de ações, a Playboy teve seu capital fechado em 2011 por US$ 205 milhões, a cargo de uma holding controlada por Hefner (que faleceu em 2017) e pela Rizvi Traverse (que ainda tem Kohn como sócio gestor). Depois de fechar seu capital, a Playboy investiu no ramo de streetwear e acessórios, e interrompeu a impressão da sua histórica revista no início deste ano.

Kohn entrou na Playboy em 2017 como CEO, e agora busca reapresentar a marca a investidores que talvez acreditem que a empresa ainda faz revistas glamorosas com mulheres seminuas na capa para vender de dentro da Mansão da Playboy (o bilionário Daren Metropoulos comprou a mansão em 2016 por US$ 100 milhões).

Veja aqui os detalhes do plano de Kohn para o relançamento da Playboy, de acordo com o documento ao qual o Yahoo Finanças teve acesso.

A mensagem

O modelo de negócios da Playboy, sustentado pelo licenciamento do nome amplamente reconhecido da marca, tem quatro áreas de foco: (1) bem-estar sexual; (2) estilo e moda; (3) games e estilo de vida e (4) beleza e cuidado pessoal.

Os produtos de bem-estar sexual, como lingerie e novos produtos íntimos, como o spray corporal que foi para as prateleiras de 10 mil lojas da CVS e do Walmart, representarão 40% das vendas da Playboy em 2020. A outra grande frente de atuação da Playboy, que corresponde a 50% do negócio, será moda e acessórios para homens e mulheres de todo o mundo. Algumas das parcerias de moda da Playboy podem ser encontradas na Urban Outfitters, na Nordstrom e na Bloomingdale's, de propriedade da Macy's.

"Nos últimos dois anos, interrompemos praticamente todos os nossos antigos negócios de mídia, investimos na nossa base de clientes das gerações Z e Y com o lançamento de novos produtos, criamos uma estrutura de venda direta, sem intermediários, e expandimos nosso negócio de licenciamento para mais de US$ 400 milhões em fluxo de caixa futuro. Além disso, lançamos linhas de produtos próprias e gerenciadas por nós, nos Estados Unidos, o que é um pilar da nossa estratégia de obter uma maior parcela do gasto das pessoas na marca", afirmou Kohn.

Ao mesmo tempo, a Playboy lançou recentemente linhas de cosméticos e perfumes masculinos e femininos na Alemanha e no Reino Unido. Uma nova coleção de artigos para casa acabou de estrear na Wayfair.

Os números

"O negócio da venda de prazer", como os executivos da empresa frequentemente mencionam no documento, parece estar começando a dar resultado. Embora a Playboy não tenha apresentado muitos detalhes dos informativos financeiros no documento, em termos de direção, a empresa parece estar mais sólida do que quando fechou seu capital em 2011:

  • US$ 400 milhões em fluxo de caixa futuro no negócio de licenciamento da companhia.

  • Cerca de 68% de crescimento esperado para a receita em 2020 (não foi informado o valor das receitas totais).

  • Ganho de 100% no EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2020 em comparação com 2019.

  • Meta de US$ 100 milhões para o EBITDA ajustado em 2025. E Kohn afirma que, hoje, a empresa já é lucrativa.

Brian Sozzi

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