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Plataforma de relato de má conduta no trabalho recebe aporte de R$ 11 milhões

·3 min de leitura

Plataforma para relatos de má conduta no ambiente de trabalho (assédio, discriminação, fraude e outros), a SafeSpace acaba de obter R$ 11 milhões em investimento. A operação foi liderada pelo fundo ABSeed Ventures e teve, ainda, a participação do DGF Investimentos e de investidores-anjo. Este é o maior investimento já recebido no país por uma startup comandada por mulheres.

Geraldo Melzer, sócio da ABSeed, diz que esse investimento é muito especial porque a missão da plataforma criada por Rafaela Frankenthal, Giovanna Sasso, Natalie Zarzur e Claudia Farias é tornar o ambiente de trabalho legitimamente seguro. “Aliada a um propósito, essa experiência se materializa em um produto muito bem-acabado e extremamente eficiente enquanto solução", afirma.

Para Rafaela Frankenthal, cofundadora da startup, o universo das startups ainda sofre um gap de gênero. "Há poucas mulheres no comando e um volume ainda pequeno de investimentos voltados para empresas formadas por equipes totalmente femininas”, aponta. Segundo ela, entretanto, o mercado está mudando. “O produto que estamos desenvolvendo é motor de mudança de cultura nas empresas e nós estamos à frente da transformação como empreendedoras."

Fundadoras da SafeSpace (Imagem: Divulgação/SafeSpace)
Fundadoras da SafeSpace (Imagem: Divulgação/SafeSpace)

A plataforma é utilizada atualmente em mais de 50 empresas, como a Creditas, do segmento de empréstimos financeiros online; a Petlove, supermercado online de produtos para animais; a Buser, de transporte por ônibus no Brasil; e o isaac, especializado em gestão financeira escolar. O portfólio da empresa tem, ainda, companhias que operam na América Latina, como a unicórnio NotCo, que produz alimentos à base de plantas.

Mais de 15 mil pessoas de sete países já têm acesso à plataforma da SafeSpace. O canal traz visibilidade a problemas internos de má conduta e permite a solução dos casos reportados mais rapidamente. "Problemas de comportamento sempre existiram nas empresas, mas hoje o risco não é apenas dos envolvidos, mas também, e principalmente, das companhias. Por isso, as empresas entendem a necessidade de olhar para ferramentas de compliance de forma diferente", explica Rafaela.

Construção de confiança

A SafeSpace se diferencia porque utiliza a tecnologia para construir confiança e fazer que os trabalhadores se sintam seguros para relatar problemas enquanto eles ainda são pequenos, bem como capacitar as empresas com as ferramentas necessárias para mediar e resolver as situações rapidamente. Um exemplo disso é a funcionalidade Connect.

O recurso permite que o funcionário faça um relato com a condição de que não seja o primeiro ou único a informar a má conduta de um mesmo indivíduo. Isso encoraja os colaboradores a relatarem suas preocupações e ajuda o compliance e o recursos humanos a identificarem padrões de comportamento recorrentes.

Segundo Rafaela, as organizações têm cada vez mais preocupação em garantir o bem-estar dos colaboradores e a boa reputação da marca. "Recebemos muitos contatos de empresas que são direcionadas por investidores de capital de risco ou private equity a implementarem soluções de compliance mais eficientes. Isso é uma prova de que a postura do mercado está mudando", diz ela.

Fonte: Canaltech

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