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Plataforma online de serviços vê demanda crescer após flexibilizações

Fernanda Vasconcelos
·4 minuto de leitura
Fotos: Getty Images
Fotos: Getty Images

Após um período de forte reclusão com a pandemia do novo coronavírus, os consumidores precisam ajeitar suas casas, cortar seus cabelos ou pensar em novos projetos. E essa demanda reprimida fez crescer a prestação de serviços por meio de plataformas digitais, como a Helpie. A empresa que conecta clientes a mais de 400 tipos de prestações de serviços viu o número de pedidos crescer 27% em junho, em relação ao mês anterior, mesmo após uma queda de 17% em abril.

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“No início dessa crise, as pessoas se fecharam em casa e notamos a retração. Agora, não sei se foi a flexibilidade ou porque as pessoas realmente adiaram coisas que precisam fazer, que os pedidos começaram a aumentar”, conta Leandro Götz, CEO da plataforma. Entre os mais pedidos nessa fase estão professores particulares, tradutores e técnicos de informática.

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Outro aspecto da pandemia que afetou a Helpie foi o crescimento do número de profissionais dispostos a trabalhar por conta própria. Empurrados pelo desemprego ou por tempo disponível, o número de inscritos para prestar serviços na plataforma cresceu 20% em abril ante o mês anterior, 35% em maio e 44% em junho. Antes disso, o ritmo de inscritos aumentava cerca de 5% ao mês.

“O problema é que o número de clientes finais não se elevou na mesma proporção tornando para nós um desafio dar vazão a todos esses profissionais e seus trabalhos”, afirma Götz. O número absoluto de clientes ou de profissionais não é declarado pela empresa. A maioria dos clientes finais é de São Paulo, tem entre 25 e 44 anos e pertence as classes A e B.

A Helpie foi fundada em 2017 pelos quatro sócios da Utilicon, que prestava serviços de tecnologia há 15 anos para o mercado corporativo. “Percebemos que havia uma lacuna nesses aplicativos para prestação de serviços. Os profissionais ofereciam seus préstimos em marketplaces de produtos como a OLX, o que não era adequado”, conta Götz.

“Criamos algo que conecta os consumidores e o prestador de serviços, damos uma carteira digital para quem vai receber os pagamentos, oferecemos treinamento e, para o consumidor, uma garantia de bons profissionais, com investigação de histórico e conduta e garantia de pagamento apenas se o serviço for bem prestado”, diz.

Na ocasião de lançamento, eram apenas 150 tipos de serviços prestados. Como o tempo, os próprios profissionais passaram a inchar a árvore de especialidades e surgiram, por exemplo, pilotos de drone, aquaristas e mágicos.

No ano passado, a Helpie fechou uma parceria com o Sebrae para oferecer acessos aos profissionais recém-saídos dos cursos da instituição. Ao mesmo tempo, passaram a ter e oferecer aos cadastrados todo o know how do Sebrae na indicação de abertura de empresas, prestação de serviços com qualidade e formalização dos trabalhos.

A receita da Helpie é garantida por um percentual entre 12% e 15% do serviço prestado. A variação depende do plano de recebimento escolhido pelo profissional. Por exemplo, para recebimento no ato, o percentual cobrado é maior, de 15%, e vai decaindo até 30 dias de recebimento.

“Agora, porém, estamos com uma promoção de cobrança de 5% para ajudar os profissionais, chamados por nós de helpiers, durante a crise do coronavírus”, afirma Götz.

Também em tempos de pandemia, a Helpie fechou uma parceria com o Dr. Consulta, que permite a empresas contratar profissionais especializados e os receberem para testes rápidos de detecção de presença de anticorpos contra o covid-19 em funcionários.

Mesmo com o fim do isolamento e talvez a retomada dos empregos formais, Götz ainda vê um crescimento nesse tipo de prestação de serviços. “Acho que a tendência é sair do engessamento de um trabalho tradicional, poder fazer seus horários e ter mais flexibilidade na vida. ”

Para a empresa como um todo, o executivo vê um crescimento de faturamento em 2020 nos mesmos níveis do ano passado, de 27%.

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