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Plantas também podem entrar em extinção?

·4 minuto de leitura

É muito comum que os animais sejam os seres vivos mais relacionados ao desaparecimento de espécies da Terra. Inclusive, é o reino mais pesquisado quando se trata desse tema. No entanto, existe outro grupo tão importante quanto para a biodiversidade do planeta: o reino vegetal. Será que as plantas também estão sujeitas à extinção?

Infelizmente, as plantas, além de vulneráveis ao desaparecimento, estão, sim, sob forte ameaça de extinção. Segundo o relatório de Avaliação Global de Árvores, publicado em 2020 pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), ao menos 30% das espécies de árvores do mundo podem ser extintas. Os principais motivos estão associados às atividades humanas, como a degradação dos ecossistemas — principalmente, o desmatamento.

Crescente ameaça

Só as florestas cobrem cerca de um terço da superfície terrestre — o equivalente a 4,06 bilhões de hectares. Aproximadamente 54% desse total está concentrado em cinco países: Rússia, Brasil, Canadá, EUA e China. Estima-se que, desde 1990, 420 milhões de hectares de área florestal tenham sido desmatados. Embora a taxa de desmatamento tenha diminuído de lá para cá, ainda se mantém em um ritmo ameaçador.

A superexploração do pau-brasil o levou à beira da extinção e mesmo hoje a espécie permanece sob ameaça de desaparecer (Imagem: Reprodução/Domínio Público)
A superexploração do pau-brasil o levou à beira da extinção e mesmo hoje a espécie permanece sob ameaça de desaparecer (Imagem: Reprodução/Domínio Público)

O relatório da ONU, realizado por 500 especialistas de 61 instituições do mundo, indica que, pelo menos, são 17,5 mil espécies de plantas ameaçadas de extinção. Nos últimos 300 anos, cerca de 600 desapareceram. Pode parecer pouco, mas este número é 500 vezes maior do que seria se não fosse a influência humana predatória sobre esses seres vivos.

O desmatamento e as queimadas são apresentados como os maiores contribuidores para a redução da população vegetal mundial. Os impactos dessa perda são profundos para todo o planeta, pois as plantas são a base da cadeia alimentar de muitos seres vivos. Para derrubar uma torre de baralhos, basta remover algumas cartas de baixo.

Muitas espécies de plantas são extintas antes mesmo de serem descobertas. Além disso, algumas delas foram tão reduzidas que passaram a ser classificadas como funcionalmente extintas. Isto significa que o número de espécies é tão pouco que as chances de reprodução são muito pequenas ou que sua influência ecológica é baixa — ou seja, o número de espécies ameaçadas de extinção ou já extintas pode ser bem maior do que as pesquisas conseguem concluir.

Uso e preservação

As árvores são as mais evidentes quando se trata da extinção das plantas porque elas são as maiores representantes de sua classe. Estima-se que o desmatamento para plantações afete 29% das espécies delas, enquanto a extração de madeira representa 27%; para pecuária, cerca de 14%; desmatamento para ocupações 13% e os incêndios, em torno de 13%.

A araucária, também conhecida como castanha-do-paraná, é uma espécie nativa do Sul brasileiro sob risco de extinção (Imagem: Reprodução/Unsplash/Bruno Salvini)
A araucária, também conhecida como castanha-do-paraná, é uma espécie nativa do Sul brasileiro sob risco de extinção (Imagem: Reprodução/Unsplash/Bruno Salvini)

As plantas também possuem relações íntimas com muitas espécies de insetos. Por exemplo, as abelhas desempenham um papel fundamental para a reprodução de uma série de vegetais, mas cerca de um quarto das mais de 20 mil espécies catalogadas no mundo também estão ameaçadas de extinção — a maior parte, associada à ação humana, como o uso em larga escala de agrotóxicos.

Em todo o mundo, cerca 186 milhões de hectares de áreas florestais são dedicados para serviços sociais, como recreação, turismo, pesquisa educacional e para conservação de espaços culturais ou religiosos. De acordo com o relatório da ONU, a área dedicada a este propósito aumentou 186 mil hectares por ano desde 2010.

O último exemplar selvagem da oliveira de Santa Helena (<em>Nesiota elliptica</em>) morreu em 1994, sendo declarada a sua extinção (Imagem: Reprodução/Domínio Público)
O último exemplar selvagem da oliveira de Santa Helena (Nesiota elliptica) morreu em 1994, sendo declarada a sua extinção (Imagem: Reprodução/Domínio Público)

Já área florestal global para a conservação da biodiversidade corresponde a 424 milhões de hectares, mas a região destinada para isto diminuiu ao longo dos últimos 10 anos. Só entre janeiro e julho deste ano, a Amazônia perdeu 5.026,52 km quadrados para o desmatamento — um crescimento de 6% em relação ao mesmo período em 2020.

Se todos os seres vivos possuem papéis fundamentais e únicos para a biodiversidade do planeta, nada mais justo que as plantas ganhem a mesma importância do que os animais e outros organismos, tanto para o combate à ameaça de extinção quanto para a preservação deste reino que literalmente produz o oxigênio que respiramos.

Fonte: Canaltech

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