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Plantas podem acelerar seu deslocamento graças a incêndios florestais; entenda

·2 min de leitura

À medida que as mudanças climáticas se tornam mais intensas, eventos como incêndios florestais têm sido cada vez mais comuns, provocando a migração de muitas espécies animais e vegetais. Um novo estudo, conduzido pela Universidade de Stanford, descobriu que, na verdade, estes incêndios têm acelerado o deslocamento de algumas plantas, as quais procuram por ambientes mais favoráveis a sua propagação.

Conforme a temperatura média global sobe, espera-se que tanto os animais quanto as plantas busquem por ambientes mais frios e úmidos para garantir seu crescimento reprodução. Para grandes árvores, este processo é bem lento, mas para espécies que se arrastam em altitudes elevadas, essa migração acontece a um ritmo relativamente acelerado. Segundo o estudo, algumas delas se deslocam, em média, 1,5 metro a cada ano.

Mapa da área de estudo da pesquisa (Imagem: Reprodução/Avery P. Hill et al.)
Mapa da área de estudo da pesquisa (Imagem: Reprodução/Avery P. Hill et al.)

A pesquisa buscou entender como os incêndios florestais estão afetando as mais variadas espécies de plantas, enquanto dificulta a sobrevivência de algumas e favorece o avanço de outras. "Forças complexas e interdependentes estão moldando o futuro de nossas florestas", explicou a bióloga de plantas Avery Hill, principal autor do estudo. Graças ao grande volume de dados ecológicos, ele e sua equipe começaram a entender parte desta transição de ecossistema.

Para o estudo, a equipe de pesquisadores analisou 74.069 pontos de florestas distribuídos em nove estados do oeste norte-americano, buscando entender a distância entre as árvores maduras e as mudas mais novas. Assim, eles poderiam estimar o ritmo com o qual estas espécies estava se movimentando. Entre as plantas que revelaram algum deslocamento, duas revelaram sinais maiores de mudanças em áreas não afetadas por incêndios recentemente.

O abeto-de-douglas é uma espécie nativa do oeste norte-americano (Imagem: Reprodução/manfredrichter/Pixabay)
O abeto-de-douglas é uma espécie nativa do oeste norte-americano (Imagem: Reprodução/manfredrichter/Pixabay)

A primeira espécie foi a abeto-de-douglas (Pseudotsuga menziesii) e a segunda, o carvalho vivo do Cânion (Quercus chrysolepis). Embora os pesquisadores ainda não tenham compreendido a verdadeira razão pela qual estas plantas se deslocam, eles destacaram que a capacidade de o carvalho vivo germinar rapidamente após um incêndio é algo vantajoso. Além disso, uma vez que os incêndios florestais reduzem a cobertura vegetal, incluindo espécies competidoras, isto poderia favorecer a expansão das que permanecem.

A equipe de cientistas ressaltou que as evidências ainda são incompletas para se chegar a um veredito e, portanto, é necessário que novas pesquisas forneçam mais peças deste quebra-cabeça. De todo modo, o estudo revela um mecanismo natural que pode contribuir para a saúde das florestas, apesar dos incêndios. "Também ilustra a maneira como os processos do ecossistema costumam ter várias camadas de controles, um recurso que enfatiza o valor da compreensão detalhada para um gerenciamento eficaz", acrescentaram.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications.

Fonte: Canaltech

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