Mercado abrirá em 7 h 40 min
  • BOVESPA

    106.363,10
    -56,43 (-0,05%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.714,60
    -491,99 (-0,94%)
     
  • PETROLEO CRU

    81,05
    -1,61 (-1,95%)
     
  • OURO

    1.801,00
    +2,20 (+0,12%)
     
  • BTC-USD

    59.106,43
    -1.734,84 (-2,85%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.416,57
    -57,76 (-3,92%)
     
  • S&P500

    4.551,68
    -23,11 (-0,51%)
     
  • DOW JONES

    35.490,69
    -266,19 (-0,74%)
     
  • FTSE

    7.253,27
    -24,35 (-0,33%)
     
  • HANG SENG

    25.604,81
    -23,93 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    28.811,69
    -286,55 (-0,98%)
     
  • NASDAQ

    15.617,75
    +30,50 (+0,20%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4263
    +0,0016 (+0,02%)
     

Planos de reforço de Biden e exportação de vacinas colidem

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, irá definir um novo rumo para a alocação global de vacinas esta semana com uma cúpula sobre a falta de imunizantes em países mais pobres, enquanto o governo americano se prepara para administrar doses de reforço a milhões de cidadãos já com imunização completa.

Most Read from Bloomberg

O plano de reforço dos EUA irá direcionar dezenas de milhões de doses para muitos americanos adultos a partir de sexta-feira. A medida desagradou nações onde muitos ainda não receberam a primeira dose.

Enquanto líderes mundiais se reúnem para a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York nesta semana, Biden pretende amenizar as críticas com a realização de uma cúpula virtual na quarta-feira, onde planeja propor a meta de imunizar 70% do planeta até setembro de 2022.

Os EUA doaram mais vacinas do que qualquer outro país, segundo dados do Unicef, e a equipe de Biden deseja que outros países ricos aumentem as doações para compensar qualquer limitação devido ao programa de reforço do governo americano. Os EUA negociam com a Pfizer para comprar outros 500 milhões de vacinas para doá-las globalmente, o que dobraria o compromisso do governo Biden para ajudar países mais pobres.

Mas a política de reforço do governo dos EUA poderia, no entanto, colocar pressão política sobre outros países para que sigam o exemplo com seus próprios planos de doses extras, agravando ainda mais as desigualdades globais. O acordo com a Pfizer deve ser anunciado nos próximos dias, antes da cúpula virtual sobre vacinas na quarta-feira. A Casa Branca não quis comentar sobre planos de compra de imunizantes.

“É como se você e eu tivéssemos um colete salva-vidas e eles estivessem nos jogando mais um ou dois quando mais da metade do planeta não tem nenhum”, disse Tom Hart, diretor-presidente interino da campanha ONE, que defende a exportação de vacinas para nações de baixa renda.

“Isso não é apenas moralmente ultrajante, mas também não faz nenhum sentido epidemiologicamente”, disse. “A melhor maneira de proteger os americanos é extinguir este incêndio em outros lugares o mais rápido possível.”

Em teleconferência privada na semana passada, a equipe de Biden disse que a cúpula de quarta-feira não deve ser um evento de um dia, mas sim o início de um processo de meses para definir metas de vacinação internacionais claras e caminhos para alcançá-las, disseram pessoas a par do assunto. O acordo com a Pfizer deve ser anunciado antes da reunião.

Votação da FDA

Em audiência na sexta-feira, cientistas da FDA, agência que regula fármacos e alimentos nos EUA, reconheceram a pressão política crescente em torno do plano de reforço. Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA, começou a audiência pedindo ao painel para se concentrar na ciência das doses de reforço, sem desviar para “questões relacionadas à igualdade global de vacinas”.

A votação do painel recomendou doses de reforço da Pfizer-BioNTech para pessoas com 65 anos ou mais, bem como aquelas com doenças que aumentariam o risco de casos graves de Covid-19. Com um placar de 16x2, o painel votou contra aplicar doses de reforço em todos os adultos dos EUA, conforme solicitado pela Pfizer.

A FDA ainda precisará conceder a autorização final. E um painel consultivo externo para os Centros de Controle e Prevenção de Doenças também fará recomendações detalhadas sobre o uso de doses de reforço.

Most Read from Bloomberg Businessweek

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos