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Planos de saúde empresariais aumentam quase 90%

Close-up of medicine blister packs and brazilian money.
Operadoras estão subindo os preços por conta da inflação médica e da maior procura por consultas e exames depois do pico da pandemia de Covid-19

(Getty Images)

  • Planos de saúde empresariais sofrem aumentos recordes;

  • Em alguns casos, percentual de reajuste chega a quase 90%;

  • Empresas estão indo à Justiça contra as operadoras para reduzirem os reajustes.

Os aumentos recordes nos planos de saúde empresariais têm feito com que companhias, ao redor do país, encarem uma batalha judicial contra as operadoras. Em alguns casos, os reajustes nos contratos coletivos chegam a quase 90%.

É o que aconteceu com uma empresa de São Paulo do ramo alimentício, com 129 funcionários. Conforme divulgado pelo O Globo, a alta proposta foi de 87,97%. Ao ir para a Justiça, conseguiu reduzir o percentual para 8,46%.

Uma outra companhia paulista de tecnologia, com 369 empregados, trilha o mesmo caminho. A empresa foi surpreendida com um aumento de 61,65% nos planos de saúde coletivos e agora busca, com o aval do Judiciário, baixar o percentual de reajuste.

O que motiva esse aumento?

De acordo com a reportagem, as operadoras estão subindo os preços por conta da inflação médica e da maior procura por consultas e exames depois do pico da pandemia de Covid-19.

Enquanto em 2021 o reajuste para planos corporativos de grandes e médias empresas ficou em torno de 10% a 12%, este ano deve disparar para 14% a 15% de alta.

“Em 2021, houve uma explosão da inflação médica em razão da retomada pós-pandemia, não apenas pelas pessoas colocarem exames em dia, mas pelo adiamento da prevenção ter demandado também procedimentos mais caros. A demanda represada veio com muita força. Este ano, a tendência é de normalização dessa inflação, voltando a patamares de 2018/2019”, explica ao portal Mariana Dias Lucon, diretora da Mercer Marsh Benefícios (MMB).

Usuários de planos coletivos para pequenas empresas e de adesão, com menos de 30 beneficiários, também se assustam com os percentuais de reajuste, que chegam a quase 20%. Para este limite de participantes, cada operadora aplica um reajuste único.

“Estávamos em um movimento descendente dos percentuais de reajuste nos contratos coletivos desde 2016. Há uma aceleração agora, com a pressão da alta dos insumos, que não voltaram e não voltarão aos patamares pré-pandemia, e com o aumento da sinistralidade, que levou o setor a um prejuízo operacional de quase R$ 1 bilhão no ano passado. O setor tem que se pagar”, destaca Marcos Novais, superintendente da Abramge, associação do setor.

Procurada pelo O Globo, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) disse que, mesmo sem haver limite regulatório para os reajustes dos planos empresariais, as operadoras são convocadas a prestar esclarecimentos no caso de aumentos abusivos.

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