Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.287,27
    +1.619,62 (+1,52%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.892,05
    -340,15 (-0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,67
    +1,24 (+1,45%)
     
  • OURO

    1.842,80
    +30,40 (+1,68%)
     
  • BTC-USD

    41.701,47
    +92,83 (+0,22%)
     
  • CMC Crypto 200

    990,94
    -3,81 (-0,38%)
     
  • S&P500

    4.554,21
    -22,90 (-0,50%)
     
  • DOW JONES

    35.153,86
    -214,61 (-0,61%)
     
  • FTSE

    7.589,66
    +26,11 (+0,35%)
     
  • HANG SENG

    24.127,85
    +15,07 (+0,06%)
     
  • NIKKEI

    27.467,23
    -790,02 (-2,80%)
     
  • NASDAQ

    15.123,75
    -82,25 (-0,54%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1953
    -0,1118 (-1,77%)
     

Plano de energia sustentável no Chile abala termelétrica

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Os títulos emitidos por uma usina termelétrica movida a carvão no Chile podem se tornar a primeira vítima do plano do presidente eleito Gabriel Boric de acelerar a transição para uma rede elétrica mais sustentável.

Most Read from Bloomberg

Após a entrega de algumas das melhores taxas de retorno na América Latina no início deste ano, as notas da Guacolda, totalizando US$ 500 milhões, caíram para 40% do valor de face, chegando às profundezas do território de alto risco.

É um contraste com a visão que começou a ser construída há alguns meses, quando ficou claro que a pior seca em décadas no Chile reduziria a produção hidrelétrica e aumentaria a demanda por fontes mais sujas de eletricidade.

Agora, os títulos estão sob pressão diante da queda nos lucros e do rebaixamento da classificação de crédito, além da espera enquanto Boric elabora a agenda de descarbonização. Os detentores dos títulos querem que os novos donos da companhia tracem uma estratégia para o futuro. Investidores esperam uma reestruturação antes do vencimento da dívida, considerando o caixa escasso e as incertezas quanto às perspectivas de lucro.

“A Guacolda não forneceu qualquer orientação sobre a quantia que saiu da empresa nem sobre a estratégia de reestruturação dos títulos”, afirmou José Ramon Rio, analista da Fitch Ratings em Santiago.

A Fitch rebaixou a classificação da empresa de B para CCC+ em 16 de dezembro, citando a falta de clareza dos planos dos novos proprietários e a incerteza em torno dos regulamentos ambientais. Ambos os fatores “levantam sérias preocupações em relação à capacidade e disposição do emissor de pagar sua dívida”, escreveu a agência de classificação de crédito.

A AES Gener vendeu sua participação na Guacolda em fevereiro para uma acionista minoritária, a WegE, que então vendeu o ativo em junho para a firma de investimentos Capital Advisors, de Santiago. A Capital Advisors tenta desenvolver uma estrutura financeira ideal para a Guacolda e vem trabalhando em planos de médio e longo prazo para a empresa, de acordo com um porta-voz do fundo.

Um porta-voz de Boric não respondeu às mensagens da reportagem solicitando comentário.

O carvão está saindo de moda em todo o mundo após líderes mundiais assumirem compromissos em prol do meio ambiente, mas o planeta ainda depende desse combustível. Gargalos nas cadeias de suprimentos ameaçam elevar os custos da energia renovável e o mundo provavelmente gerou mais eletricidade do que nunca a partir do carvão em 2021.

Most Read from Bloomberg Businessweek

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos