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Plano de doses de reforço dos EUA é novo desafio para provedores

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Com a decisão do governo Biden na quarta-feira de disponibilizar vacinas de reforço contra a Covid-19 para adultos nos Estados Unidos, provedores de serviços de saúde se preparam para uma nova batalha na pandemia: fazer com que pessoas inseguras ou confusas tomem outra dose.

Embora a ideia da dose de reforço esteja bem estabelecida - a vacina contra a gripe é tomada anualmente, por exemplo, enquanto a imunização contra o tétano também requer reforço -, a recente medida de autoridades federais representa uma grande mudança de tom. Agências de saúde haviam dito ainda em 8 de julho que americanos completamente imunizados “não precisariam de uma dose de reforço”. Agora, autoridades de saúde recomendam que pessoas vacinadas com os imunizantes da Pfizer ou Moderna receberam uma terceira dose cerca de oito meses após a segunda, a partir de setembro.

Anthony Fauci, conselheiro médico-chefe do presidente Biden, disse na quarta-feira que oferecer doses de reforço é um passo “para estar à frente do vírus”. Especialistas em saúde pública dizem que a diretriz pode e deve mudar com a evolução da pandemia, mas reconhecem que mudanças repentinas também podem minar a confiança nas autoridades e até nas próprias vacinas.

Josh Michaud, diretor associado de política de saúde global da Kaiser Family Foundation, espera um declínio da taxa de vacinação com a terceira dose. “Há esse espectro de entusiasmo, e as razões das pessoas para serem vacinadas ou não podem ser complexas e mudar com o tempo”, disse Michaud.

Na Grants Pass Clinc, no sudoeste do Oregon, em um condado onde apenas 44% das pessoas estão imunizadas, um provedor de saúde atendeu cerca de quarenta ligações sobre doses de reforço.

Algumas pessoas que ligam “só querem receber a terceira dose porque estão com medo”, enquanto outras acham que podem se qualificar, mas não o fazem, disse Christi Siedlecki, diretora-presidente da clínica. Doses de reforço estão atualmente disponíveis apenas para algumas pessoas imunocomprometidas, portanto, os que não fazem parte desse grupo não se qualificam por enquanto.

Outros não estão tão ansiosos. “Definitivamente, tenho a preocupação de que haverá pessoas que não vão querer uma terceira dose”, em parte por causa dos efeitos colaterais, disse Siedlecki. “E se é isso que estamos vendo, teremos que melhorar nossa mensagem.”

O plano do governo Biden coloca profissionais de saúde, residentes de lares de idosos e outras pessoas na terceira idade como os primeiros beneficiários. A reguladora FDA e o Comitê Consultivo em Práticas de Imunização dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças também participarão das decisões. Pessoas que receberam a vacina da Johnson & Johnson, disponibilizada mais recentemente, também devem precisar de reforço, disseram autoridades de saúde.

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©2021 Bloomberg L.P.

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