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Plano de Doria para vacinação em SP exerceu 'pressão' no governo Bolsonaro, diz Dimas Covas

João Conrado Kneipp
·2 minuto de leitura
BRASILIA, Jan. 7, 2021 -- Brazilian Health Minister Eduardo Pazuello speaks during a press conference in Brasilia, Brazil, Jan. 7, 2021. Brazil has signed an agreement with the Butantan Institute of Sao Paulo to purchase 100 million doses of CoronaVac COVID-19 vaccines, developed by Chinese company Sinovac, Eduardo Pazuello said on Thursday. (Photo by Lucio Tavora/Xinhua via Getty) (Xinhua/Lucio Tavora via Getty Images)
O governo federal ainda não tem uma data definida para começo da vacinação no Brasil e anunciou datas que vão de 20 de janeiro ao início de março. (Foto: Lucio Tavora/Xinhua via Getty) (Xinhua/Lucio Tavora via Getty Images)

A iniciativa do governo de São Paulo em criar um plano de vacinação contra Covid-19 para o estado pressionou o Ministério da Saúde do governo Jair Bolsonaro a tirar do papel um programa nacional. A avaliação foi feita pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em entrevista ao UOL, na manhã desta segunda-feira (11).

“Essas idas e vindas não são favoráveis no momento que estamos vivendo e isso se refletiu em outras áreas, como o programa nacional de imunização, que não tinha definido a logística de tudo isso. É uma atuação um pouco vicariante e responsiva à pressão que foi colocada pelo programa de vacinação, que levou os estados e municípios a buscarem o Butantan pela vacina. Exerceu uma pressão muito grande”, disse Dimas.

No início de dezembro, o governador João Doria (PSDB) anunciou que a imunização no estado começaria no dia 25 de janeiro utilizando a CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

Naquela data, o Ministério da Saúde ainda não havia apresentado nenhuma versão do PNI (Plano Nacional de Imunização).

Até agora, o governo federal ainda não fixou uma data para início da vacinação no Brasil. O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que o Ministério da Saúde trabalha com três datas diferentes, que variam entre 20 de janeiro ou até mesmo no início de março.

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Na sexta-feira, o governo de São Paulo reiterou que não abrirá mão de iniciar a vacinação no estado no dia 25 de janeiro caso o Ministério da Saúde atrase seu calendário do PNI.

Na última semana, o ministro da Saúde também anunciou que todas as doses disponíveis da CoronaVac produzidas pelo Instituto Butantan serão incorporadas ao PNI, e declarou que a pasta assinou um acordo para compra de 100 milhões de doses — 46 milhões até abril e outras 54 milhões de doses até o fim do ano.

A utilização da CoronaVac depende que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conceda autorização para uso emergencial da vacina. O pedido foi protocolado na sexta-feira (8) na agência, que agora terá um prazo de até 10 dias para analisar todos os documentos enviados pelo Butantan dos estudos da fase 3 dos testes da vacina no país.