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Plano de Buenos Aires de estabilizar aluguéis tem efeito oposto

Patrick Gillespie
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- De São Francisco a Hong Kong, a demanda por apartamentos para aluguel esfriou durante a pandemia, fazendo com que os preços caíssem.

Mas em uma metrópole global, os aluguéis estão subindo como nunca. Na cidade de Buenos Aires, os preços de aluguel de apartamentos dispararam 67% em relação ao ano anterior, para uma média de cerca de 35 mil pesos por mês (US$ 377). Os aluguéis agora sobem duas vezes mais rápido do que os salários, e bem acima de outros preços em uma das maiores cidades da América Latina.

“Nunca imaginamos que os aluguéis subiriam mais de 60%, ninguém planejou isso”, diz Leandro Molina, diretor comercial da ZonaProp, uma das principais plataformas imobiliárias online da Argentina. “Foi o maior aumento já registrado.”

Uma das razões é o avanço da inflação na Argentina, impulsionada em parte pela impressão em massa de dinheiro do governo no ano passado para financiar os gastos sociais da Covid.

Mas também é a consequência não intencional da reforma dos aluguéis aprovada pelo governo nacional no ano passado, que pretendia estabilizar os preços e proteger os inquilinos. A partir de julho, o banco central da Argentina publicará um índice que indica quanto o aluguel pode aumentar legalmente. E, como os proprietários em Buenos Aires não sabem o quanto poderão reajustar, estão aumentando os aluguéis de novos contratos agora, antes que o índice entre em vigor, de acordo com corretores locais.

A nova lei também estipula que os contratos de aluguel serão estendidos para três anos, com aumentos de preços limitados a uma vez por ano. Atualmente, um contrato de aluguel comum dura dois anos, e os proprietários geralmente aumentam os preços a cada seis meses como parte dos termos descritos no contrato. Mas, com tanta incerteza econômica na Argentina, proprietários e inquilinos tradicionalmente negociam o aumento do aluguel.

Armando Pepe, presidente da associação de corretores de imóveis de Buenos Aires, diz que as mudanças beneficiam tanto os inquilinos que muitos proprietários simplesmente pararam de alugar, eliminando a oferta e elevando ainda mais os preços. Muitos ainda se recuperam de um congelamento dos aluguéis imposto pelo governo que acabou em março, após 12 meses.

Questionado sobre a reforma do controle de aluguéis, um porta-voz do governo destacou ao Bloomberg CityLab os comentários do presidente Alberto Fernández na quinta-feira. Fernández não falou sobre a lei, mas disse que conversaria com o ministro da Habitação, Jorge Ferraresi, sobre a proibição de despejos que expirou recentemente, pouco antes do início de novas restrições da Covid.

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