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Planetas frios parecem existir por igual pela galáxia — até mesmo em seu núcleo

·3 minuto de leitura

Já faz algum tempo que os astrônomos ultrapassaram a marca de 4 mil exoplanetas descobertos, mas ainda há perguntas sem respostas, porque os instrumentos atuais ainda não conseguem detectar mundos além de alguns milhares de anos-luz de distância. Com essa limitação, os cientistas não sabem dizer, por exemplo, se existem planetas na região central da Via Láctea. Um novo estudo, no entanto, mostra que sim, exoplanetas podem existir por lá também.

Os autores do artigo, publicado no Astrophysical Journal Letters, usaram uma combinação de observação e modelagem para determinar as probabilidades de hospedar planetas no centro da nossa galáxia. Mais precisamente, eles queriam saber se existe alguma variação nessas probabilidades de acordo com a distância do centro galáctico.

O observatório espacial TESS já identificou mais de 60 exoplanetas e 2.100 candidatos (Imagem: Reprodução/NASA)
O observatório espacial TESS já identificou mais de 60 exoplanetas e 2.100 candidatos (Imagem: Reprodução/NASA)

Na parte das observações, os autores usaram microlentes gravitacionais — fenômeno em que objetos massivos como planetas distorcem o espaço ao seu redor, de modo que a luz de estrelas distantes, atrás desses mesmos planetas, são distorcidas e ampliadas. Este efeito pode ser usado para detectar planetas frios, semelhantes a Júpiter e Netuno, em toda a Via Láctea.

Contudo, ainda havia outro obstáculo a ser superado. É que, embora as lentes gravitacionais possam revelar planetas mais distantes da Terra, os astrônomos têm "dificuldades em medir a distância até planetas que estão a mais de 10.000 anos-luz do Sol", explica Daisuke Suzuki, co-autor do estudo. Por isso, a equipe usou uma abordagem que considera o movimento relativo da lente gravitacional e da fonte da luz distorcida.

Ao comparar a distribuição observada em eventos de microlente gravitacional com a distribuição prevista por um modelo matemático da Via Láctea, a equipe conseguiu resolver esse problema e deduzir como os exoplanetas estão distribuídos em nossa galáxia. De acordo com o estudo, a distribuição de mundos não tem relação com a distância entre suas estrelas-mães e o centro galáctico.

Em outras palavras, é bem provável que planetas frios, ou seja, orbitando longe de suas estrelas, existam em quantidades iguais por toda a galáxia. Isso certamente inclui o bojo galáctico, a região central, que é um ambiente que difere bastante das regiões mais periféricas, como os braços espirais. No bojo galáctico, as estrelas são muito mais velhas e bem mais próximas umas das outras, o que torna a região bem densa. Por isso há dúvidas sobre a possibilidade de planetas se formarem por lá.

Concepção artística da distribuição de planetas frios pela Via Láctea. O cone no planeta Terra representa o campo de alcance do telescópio Kepler, um dos mais eficazes na busca por exoplanetas (Imagem: Reprodução/Universidade de Osaka)
Concepção artística da distribuição de planetas frios pela Via Láctea. O cone no planeta Terra representa o campo de alcance do telescópio Kepler, um dos mais eficazes na busca por exoplanetas (Imagem: Reprodução/Universidade de Osaka)

De acordo com os autores do estudo, ainda faltam algumas etapas para dizer com mais convicção que há mundos no centro galáctico. Uma delas é combinar esses resultados com as medições de distâncias das microlentes (via método paralaxe) ou do brilho das lentes. Se os próximos estudos reforçarem as conclusões deste artigo, os astrônomos poderão compreender melhor como os planetas se formam e evoluem na Via Láctea.

Fonte: Canaltech

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