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Planetas como a Terra podem ser comuns por toda a Via Láctea, sugere novo estudo

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Em estudo publicado na Science Advances, pesquisadores sugerem que a água esteve presente na formação de muitos planetas pela Via Láctea — bem como ocorreu na formação da Terra, Vênus e Marte. Dessa maneira, existiriam muitos outros mundos semelhantes ao nosso, em termos de terra e água, por toda a galáxia.

Segundo o principal autor do artigo, Anders Johansen, que é astrônomo da Universidade de Copenhagen (UCPH), os dados analisados em modelos de computador sugerem que a água esteve presente entre os blocos que construíram a Terra. “Como a molécula de água é muito comum, há uma probabilidade razoável de que se aplique a [formação] de todos os planetas da Via Láctea. O ponto decisivo para saber se a água é líquida, está presente na distância entre o planeta de sua estrela”, acrescenta.

Na pesquisa, a equipe calculou a velocidade com que os planetas são formados e descobriram que pequenas partículas de gelo e carbono estavam presentes na formação do nosso planeta, além de outros materiais do disco protoplanetário que posteriormente seriam absorvidos. Muitos estudos sugerem que cerca de 60% da água na Terra vem de impactos de asteroides. “Portanto, locais potencialmente com a vida presente podem ocorrer frequentemente em torno de outras estrelas em nossa galáxia, desde que a temperatura esteja certa [para a água em estado líquido]", afirma Johansen.

Disco protoplanetário que rodeia a estrela jovem HL Tauri, observado pelo telescópio terrestre "Atacama Large Millimeter Array" - ALMA (Imagen: Reprodução/ESO/NAOJ/NRAO)
Disco protoplanetário que rodeia a estrela jovem HL Tauri, observado pelo telescópio terrestre "Atacama Large Millimeter Array" - ALMA (Imagen: Reprodução/ESO/NAOJ/NRAO)

O co-autor do estudo, professor Martin Bizarro, da UCPH, acredita que os planetas analisados nos modelos computacionais teriam não apenas a mesma quantidade de água do que a Terra, como também poderiam ter continentes. “Isso oferece boas oportunidades para o surgimento da vida”, afirma Bizarro.

Agora a equipe aguarda o momento em que equipamentos potentes, como o Telescópio Espacial James Webb, entrem em operação para analisar com maior precisão, através da espectroscopia, a quantidade de vapor de água na atmosfera desses exoplanetas.

A pesquisa detalhando as simulações e descobertas a partir dos dados pode ser acessada na Science Advances.

Fonte: Canaltech

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