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Planetas com vizinhos podem ser "protegidos" e têm mais chances de abrigar vida

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Um novo estudo realizado por astrônomos do Niels Bohr Institute sugere que sistemas com vários planetas tendem a ter órbitas mais circulares do aqueles que contêm apenas um planeta, o que sugere um histórico calmo; assim, a presença de longa data dos planetas irmãos da Terra pode ter protegido nosso mundo do caos gerado por colisões planetárias violentas em sistemas com um só planeta, e isso teria permitido a ocorrência de vida por aqui.

Acontece que a maior parte dos mais de 4 mil exoplanetas já descobertos têm órbitas alongadas, portanto bem diferentes das órbitas quase circulares dos planetas do Sistema Solar — o que não significa que essas órbitas são raras, já que são perfeitamente normais para um sistema com tantos planetas como o nosso. Assim, os autores Bach-Møller e Jørgensen analisaram os caminhos de mais de mil exoplanetas orbitando 895 estrelas diferentes, e perceberam uma relação entre o número de planetas e a forma da órbita: quanto mais planetas existem em um sistema, mais circular será a órbita.

Para o estudo, os autores extrapolaram o número de estrelas em nossa galáxia que devem estar acompanhadas por planetas, e chegaram à estimativa de 1% de sistemas planetários com tantos planetas quanto o Sistema Solar: “não é que é o único, mas o Sistema Solar pertence a um tipo raro de sistema planetário”, explica Diego Turrini, astrofísico. E, de fato, o único sistema conhecido por enquanto que mais se aproxima do nosso é o TRAPPIST-1, que conta com sete planetas rochosos.

Famílias planetárias com vários "membros", como o caso do TRAPPIST-1 na imagem, tendem a ter órbitas mais circulares (Imagem: Reprodução/JPL-CALTECH/NASA)
Famílias planetárias com vários "membros", como o caso do TRAPPIST-1 na imagem, tendem a ter órbitas mais circulares (Imagem: Reprodução/JPL-CALTECH/NASA)

Assim, Jørgensen sugere que isso poderia explicar por que a vida parece tão rara: já que estudos de exoplanetas indicam que existem tantos deles com tamanho semelhante ao da Terra e na zona habitável de suas respectivas estrelas, por que não encontramos formas de vida ainda? A resposta desta pergunta poderia estar nos diferentes históricos dos sistemas planetários, com planetas em órbitas excêntricas e circulares. "Você precisa que os planetas não fiquem muito perto uns dos outros, senão as interações podem desestabilizar o sistema", explica Torrino. "Quanto mais planetas você tem, mais delicado é o equilíbrio".

Na prática, isso significa que planetas que acabam com órbitas mais achatadas podem ter chegado lá devido a encontros violentos com planetas vizinhos — e alguns desses encontros podem ter até expulsado planetas dos sistemas, o que explicaria o motivo de mundos com órbitas mais excêntricas terem menos irmãos. Então, a sobrevivência da Terra talvez tenha exigido uma "boa convivência" com nossos vizinhos por bilhões de anos. "Não é que a Terra é importante; o que importa é a configuração do sistema planetário inteiro para a vida nascer em um planeta semelhante ao nosso", diz Jørgensen.

Turrini explica que outros estudos já haviam apontado alguma relação entre a quantidade de planetas nos sistemas e a forma das órbitas deles, e ressalta que essa é uma confirmação importantíssima: “isso nos dá a ideia do quão provável é que, se não houver 'brigas na família' e nada de eventos destrutivos, seu sistema planetário vai continuar como era quando se formou por tempo suficiente para produzir vida”, completa.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fonte: Canaltech

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