Mercado fechará em 3 h 38 min
  • BOVESPA

    117.173,89
    +943,77 (+0,81%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.774,95
    -271,63 (-0,59%)
     
  • PETROLEO CRU

    87,50
    +0,98 (+1,13%)
     
  • OURO

    1.717,40
    -13,10 (-0,76%)
     
  • BTC-USD

    20.147,74
    +126,60 (+0,63%)
     
  • CMC Crypto 200

    456,09
    -2,32 (-0,51%)
     
  • S&P500

    3.759,30
    -31,63 (-0,83%)
     
  • DOW JONES

    30.138,61
    -177,71 (-0,59%)
     
  • FTSE

    7.052,62
    -33,84 (-0,48%)
     
  • HANG SENG

    18.087,97
    +1.008,46 (+5,90%)
     
  • NIKKEI

    27.120,53
    +128,32 (+0,48%)
     
  • NASDAQ

    11.515,00
    -125,75 (-1,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1418
    -0,0261 (-0,51%)
     

Planetas com inclinação em seus eixos são mais aptos a desenvolverem vida, diz estudo

·3 min de leitura
Planetas com inclinação em seus eixos são mais aptos a desenvolverem vida, diz estudo
Planetas com inclinação em seus eixos são mais aptos a desenvolverem vida, diz estudo

Cientistas de diversas universidades publicaram estudo que indica que planetas dotados de inclinação em seus eixos – como a Terra – são mais propensos a desenvolverem vida de forma complexa, graças a um aumento na produção de oxigênio vindo dos oceanos.

A pesquisa, apresentada na conferência Goldschmidt de Geoquímica, contou com financiamento da Nasa e sua equipe principal é formada por estudiosos das universidades de Purdue e Chicago, liderada pela pesquisadora chefe Stephanie Olson e a estudante de graduação Megan Barnett.

Leia também

Imagem mostra a Terra em suas várias fases de órbita conforme a inclinação de seu eixo.

Segundo cientistas, planetas com inclinação em seus eixos têm potencial de desenvolverem vida
A Terra é dotada de uma inclinação pouco acima de 20°, o que a torna propensa à distribuição de oxigênio e, dele, a condição de criação para formas complexas de vida. Imagem: mkarco/Shutterstock

Segundo elas, muitos são os fatores que levam à criação da vida como a conhecemos, tais como a distância de um planeta em relação à sua estrela (a chamada “zona habitável”). Entretanto, quando falamos de formas de vida mais complexas, outros elementos são necessários – especificamente, oxigênio atmosférico.

O oxigênio é o elemento químico essencial à maior parte das reações dos organismos. Sem ele, plantas e animais não executariam o processo de respiração. Olson e sua equipe, então criaram um modelo que simulasse as condições exigidas pela Terra para a criação de vida, permitindo que fossem inseridos diversos parâmetros de análise, a fim de mostrar como a mudança de certas condições alteraria a produção – ou a falta dela – de oxigênio no planeta.

“Esse modelo nos permitiu alterar coisas como a duração do dia, o volume de atmosfera ou a distribuição de terra para ver como ambientes marinhos e a vida marítima produtora de oxigênio responderiam”, ela comentou.

Com base nisso, a equipe de pesquisa descobriu que o aumento de duração do dia, maior pressão da superfície e o aparecimento de grandes massas de terra (continentes) influenciaram na circulação oceânica de nutrientes, de forma a aumentar a produção de oxigênio.

E nisso entram os planetas com inclinação em seus eixos e, teoricamente, aptos à vida:

“O resultado mais interessante veio quando inserimos o fator de ‘obliquidade orbital’ em nosso modelo — ou seja, como o planeta se inclina à medida que gira em torno de sua estrela”, disse Megan Barnett. “Maiores inclinações aumentaram a produção fotossintética de oxigênio pelos oceanos, em parte pelo aumento da eficiência com a qual ingredientes biológicos eram reciclados. O efeito foi algo próximo do dobro de nutrientes que sustentam a vida”.

No caso da Terra, nosso planeta tem inclinação de 23,5 graus (°), com o efeito disso sendo as estações do ano: partes do mundo recebem mais luz direta do Sol, gerando os tempos de verão e primavera, enquanto as menos favorecidas ficam mais frias, introduzindo o outono e o inverno. Outros planetas trazem inclinações diferenciadas: Urano se inclina em 98°, ao passo que Mercúrio não tem nenhuma inclinação (0°).

“Existem vários fatores a serem considerados na busca pela vida em outros planetas”, disse Olson. “O planeta deve estar na distância certa de sua estrela para permitir a criação de água líquida e dos ingredientes corretos de origem da vida. Mas nem todos os oceanos serão grandes ‘berços’ para a vida como a conhecemos e, dos que o são, uma parcela ainda menor terá habitats para contemplar um progresso da vida para a complexidade dos animais”.

A especialista continuou: “pequenas inclinações ou variações extremas como as que se vê em Urano podem limitar a proliferação da vida, mas inclinações moderadas de planetas em seus eixos pode aumentar a probabilidade de que ele desenvolva atmosferas oxigenadas, que servirão como berços da vida microbial e alavancarão os metabolismos de organismos maiores. Em resumo, mundos com inclinações moderadas têm mais chances de evoluírem formas de vida complexas”.

Segundo a pesquisadora, essa informação é importante para a comunidade, que pode usar esses dados para reduzir planetas candidatos à busca de vida complexa – ou mesmo inteligente – no Universo.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!