Mercado fechado
  • BOVESPA

    125.052,78
    -1.093,88 (-0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.268,45
    +27,94 (+0,06%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,17
    +0,26 (+0,36%)
     
  • OURO

    1.802,10
    -3,30 (-0,18%)
     
  • BTC-USD

    34.457,55
    +583,10 (+1,72%)
     
  • CMC Crypto 200

    786,33
    -7,40 (-0,93%)
     
  • S&P500

    4.411,79
    +44,31 (+1,01%)
     
  • DOW JONES

    35.061,55
    +238,20 (+0,68%)
     
  • FTSE

    7.027,58
    +59,28 (+0,85%)
     
  • HANG SENG

    27.321,98
    -401,86 (-1,45%)
     
  • NIKKEI

    27.548,00
    +159,80 (+0,58%)
     
  • NASDAQ

    15.091,25
    +162,75 (+1,09%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1216
    +0,0014 (+0,02%)
     

Planetas com inclinação em seus eixos são mais aptos a desenvolverem vida, diz estudo

·3 minuto de leitura
Planetas com inclinação em seus eixos são mais aptos a desenvolverem vida, diz estudo
Planetas com inclinação em seus eixos são mais aptos a desenvolverem vida, diz estudo

Cientistas de diversas universidades publicaram estudo que indica que planetas dotados de inclinação em seus eixos – como a Terra – são mais propensos a desenvolverem vida de forma complexa, graças a um aumento na produção de oxigênio vindo dos oceanos.

A pesquisa, apresentada na conferência Goldschmidt de Geoquímica, contou com financiamento da Nasa e sua equipe principal é formada por estudiosos das universidades de Purdue e Chicago, liderada pela pesquisadora chefe Stephanie Olson e a estudante de graduação Megan Barnett.

Leia também

Imagem mostra a Terra em suas várias fases de órbita conforme a inclinação de seu eixo.

Segundo cientistas, planetas com inclinação em seus eixos têm potencial de desenvolverem vida
A Terra é dotada de uma inclinação pouco acima de 20°, o que a torna propensa à distribuição de oxigênio e, dele, a condição de criação para formas complexas de vida. Imagem: mkarco/Shutterstock

Segundo elas, muitos são os fatores que levam à criação da vida como a conhecemos, tais como a distância de um planeta em relação à sua estrela (a chamada “zona habitável”). Entretanto, quando falamos de formas de vida mais complexas, outros elementos são necessários – especificamente, oxigênio atmosférico.

O oxigênio é o elemento químico essencial à maior parte das reações dos organismos. Sem ele, plantas e animais não executariam o processo de respiração. Olson e sua equipe, então criaram um modelo que simulasse as condições exigidas pela Terra para a criação de vida, permitindo que fossem inseridos diversos parâmetros de análise, a fim de mostrar como a mudança de certas condições alteraria a produção – ou a falta dela – de oxigênio no planeta.

“Esse modelo nos permitiu alterar coisas como a duração do dia, o volume de atmosfera ou a distribuição de terra para ver como ambientes marinhos e a vida marítima produtora de oxigênio responderiam”, ela comentou.

Com base nisso, a equipe de pesquisa descobriu que o aumento de duração do dia, maior pressão da superfície e o aparecimento de grandes massas de terra (continentes) influenciaram na circulação oceânica de nutrientes, de forma a aumentar a produção de oxigênio.

E nisso entram os planetas com inclinação em seus eixos e, teoricamente, aptos à vida:

“O resultado mais interessante veio quando inserimos o fator de ‘obliquidade orbital’ em nosso modelo — ou seja, como o planeta se inclina à medida que gira em torno de sua estrela”, disse Megan Barnett. “Maiores inclinações aumentaram a produção fotossintética de oxigênio pelos oceanos, em parte pelo aumento da eficiência com a qual ingredientes biológicos eram reciclados. O efeito foi algo próximo do dobro de nutrientes que sustentam a vida”.

No caso da Terra, nosso planeta tem inclinação de 23,5 graus (°), com o efeito disso sendo as estações do ano: partes do mundo recebem mais luz direta do Sol, gerando os tempos de verão e primavera, enquanto as menos favorecidas ficam mais frias, introduzindo o outono e o inverno. Outros planetas trazem inclinações diferenciadas: Urano se inclina em 98°, ao passo que Mercúrio não tem nenhuma inclinação (0°).

“Existem vários fatores a serem considerados na busca pela vida em outros planetas”, disse Olson. “O planeta deve estar na distância certa de sua estrela para permitir a criação de água líquida e dos ingredientes corretos de origem da vida. Mas nem todos os oceanos serão grandes ‘berços’ para a vida como a conhecemos e, dos que o são, uma parcela ainda menor terá habitats para contemplar um progresso da vida para a complexidade dos animais”.

A especialista continuou: “pequenas inclinações ou variações extremas como as que se vê em Urano podem limitar a proliferação da vida, mas inclinações moderadas de planetas em seus eixos pode aumentar a probabilidade de que ele desenvolva atmosferas oxigenadas, que servirão como berços da vida microbial e alavancarão os metabolismos de organismos maiores. Em resumo, mundos com inclinações moderadas têm mais chances de evoluírem formas de vida complexas”.

Segundo a pesquisadora, essa informação é importante para a comunidade, que pode usar esses dados para reduzir planetas candidatos à busca de vida complexa – ou mesmo inteligente – no Universo.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos