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Planejamento no Fluminense e volta do público: veja os principais pontos da coletiva de Mário Bittencourt

·9 minuto de leitura

Mario Bittencourt, presidente do Fluminense, realizou entrevista nesta sexta-feira, no CT Carlos Castilho, onde falou sobre pontos importantes do planejamento tricolor. Na conversa de cerca de 1h40min de duração, o mandatário tricolor se pronunciou sobre a volta ao público nos estádio, a busca por uma vaga na Libertadores e o investimento para a próxima temporada. Confira os principais tópicos:

Relação do Fluminense com Eduardo Uram

- A relação do empresário Eduardo Uram com o Fluminense é a mesma de todos os outros empresários que possuem jogador no Fluminense e em todos os clubes no futebol brasileiro. Não existe hoje jogador em nenhum clube do mundo que não tenha empresário. A relação dele é muito anterior à minha chegada ao clube. O Eduardo Uram, por exemplo, foi quem trouxe o Mariano para o Fluminense em 2009, é empresário do Cuca, hoje no Atlético-MG, do Guilherme Arana, que tentei contratar, mas não conseguir por condições financeiras. É também é empresário do Yago Felipe, que veio de graça para o Fluminense, que tem 70% dos direitos econômicos, cedidos de forma gratuita. É também é do Firmino, Lomba, Wellington Nem, de uma série de jogadores. A relação com ele é como todo e qualquer empresário. As pessoas gostam de falar dessa relação porque acham que ela me inibe de alguma forma, mas não tenho nenhum problema em relação a isso. O empresário do Calegari é o mesmo do Miguel, que é o mesmo do David Braz... Existem cinco ou seis grandes grupos de empresários. Os outros todos são parceiros desses seis grandes, que administram a carreira dos jogadores do futebol brasileiro.

Aquisição de Caio Paulista em definitivo

- Os dois empréstimos do Caio Paulista foram gratuitos. Em 2020, ele tinha uma proposta para ganhar mais do que aqui, mas optou por vir para o Fluminense. Era uma promessa que ele tinha feito à mãe de que retornaria para cá. O jogador estava na Tombense, emprestado ao Avaí, iria para o Inter e veio para cá, sem nenhum valor pago a título de empréstimo. Só existe opção de compra quando você paga pelo empréstimo. O caso do Nonato, por exemplo. Estamos pagando ao Inter pelo empréstimo e exigimos um direito de compra, porque já estamos gastando um dinheiro antecipado, então tem que ter essa opção.

- O Caio teve muitas procuras em 2020, de clubes da primeira divisão, porque foi pouco aproveitado aqui. Mas nossa equipe de futebol, departamento, scout, viram um potencial para 2021. E aí fomos ao representante e solicitamos um novo empréstimo também gratuito, sem opção de compra. Por quê? Porque não tínhamos a certeza que ele iria performar, mas achávamos que ele tinha essa condição. Quando foi chegando perto do fim, informamos que tinha um interesse de comprar o atleta. O Tombense colocou um valor que acredita ser o de mercado do jogador e a nossa equipe interna concluiu que era um jogador que tinha um potencial para fazermos um investimento. E quando fazemos um investimento em um jogador, fazemos um contrato longo, porque estamos aportando um valor e se o contrato for curto e ele for embora o investimento vira pó. Foi uma operação absolutamente normal dentro dos padrões de mercado. Ele tinha propostas de clubes da Europa, não de primeira linha, mas que pagariam muito mais que nós, mas foi desejo do jogador continuar performando no Fluminense.

Contratação de Roger Machado

- Nosso planejamento é sempre a médio e longo prazo. Quando trouxemos o Odair, ele nos pediu contrato de dois anos, e demos de um. Ele fez um grande trabalho e o perdemos no meio do trabalho porque era um contrato curto. Como gostamos de trabalhar a longo prazo, quisemos fazer um contrato mais longo com o próximo treinador, de dois anos, porque, mesmo tendo dispensado o treinador no meio, acreditamos em trabalho de longo prazo. Sobre o Roger, tínhamos receio que, o trabalho dando certo, perdêssemos um treinador como perdemos o Odair. Foi uma maneira de dar segurança para a longevidade do trabalho. Foram divulgadas multas completamente fora da realidade. Não são verdadeiros os valores. Existia uma multa para a saída dele, fizemos um acordo no meio do caminho, está dentro do nosso fluxo. Para vocês saberem, acabamos de quitar recentemente o Fernando Diniz, que saiu em 2019, algumas coisas de rescisão do Odair, direitos trabalhistas, estamos pagando mensalmente. Vamos pagar a multa do Roger parceladamente.

Renovação automática do volante Wellington

- É mais uma negociação que colocamos na cláusula, sim. O pedido do atleta era vir por 2 anos. Nós não queríamos 2 nos fixos. O atleta foi um pedido da comissão técnica, não é uma crítica, porque ele contribui conosco. Os torcedores precisam entender que dentro das contratações, tem a opinião dos departamento de scout, diretor-executivo, do treinador, que chegam e fazem o pedido. Como o atleta tinha histórico de cirurgias, o nosso departamento médico nos orientou a fazer um contrato de um ano e que colocássemos uma cláusula de jogos, que se estivesse fisicamente bem, a gente poderia colocar cláusula de extensão de contrato. Foi uma cláusula para nos proteger. As negociações estão sempre abertas, ao fim do ano vamos sentar para analisar o contrato.

Caio Paulista

- Sobre o Caio Paulista, só existe opção de compra quando paga pelo empréstimo. Os dois empréstimos do Caio Paulista foram gratuitos. Em 2020, ele tinha uma proposta do Internacional, mas fez opção de vir. O jogador que já pertencia à Tombense, foi emprestado ao Fluminense, sem nenhum valor pelo empréstimo. Ele teve muitas procuras em 2020 de clubes da primeira divisão, mas nossa equipe de futebol viu no jogador um potencial para o ano de 2020, então pedimos um novo empréstimo de forma gratuita. Porque não tínhamos a certeza de que o jogador iria performar. Quando chegou perto começamos a negociar.

Finanças

- As dificuldades continuam imensas, mas estamos fazendo um resgate de pagamentos das dividas como vocês estão sabendo. Somente de dívidas FIFA, que são dívidas a curto prazo, temos pra lá de 40 milhões de reais, já pagamos um bom pedaço, as compras de jogadores feitas na nossa gestão estão totalmente pagas. temos uma outra dívida com o goleiro de amores e quitamos, cerca de 500 600 mil dólares e estamos pagando uma dívida com o Independiente Del Valle e faltam quase uns 3 milhões de dólares a pagar pelo Sornoza e Orejuela. Estamos pagando para ver o nosso clube não perder pontos nas competições. Essa é uma dívida recente que acabou de bater na nossa porta. toda a premiação que recebemos na Libertadores foi bloqueada por dividas com jogadores que jogaram nos últimos anos. mas mesmo assim, estamos sobrevivendo. O ato trabalhista nós cumprimos integralmente e agora existe uma discussão técnica com SAF aguardando uma decisão com o tribunal de justiça do RJ. estamos estudando há dois meses para decidir o caminho que temos que tomar com relação ao ato. A gente vem negociando uma negociação tributaria e até o final do ano vamos conseguir nossas CDNs para que com esses projetos, que não servem só para os esportes olímpicos, mas com as CNDs vamos mitigar esse risco sim e até 2022 vamos, no minimo, equacionar e quitar essa conta. Todas as escolinhas que geram receita para o clube, não houve receita. Mas as finanças ainda são nosso Calcanhar de Aquiles.

Paulo Angioni

- Ele é o diretor executivo do Flu, ele exerce toda a função dele de diretor executivo. As pessoas fala muito em profissionalismo e o Fluminense é muito profissional. O fato dele falar ou não com vocês é uma questão nossa de dia a dia, ele é um profissional que opta mais pela discrição, ele trabalhou no Fluminense, Vasco, Botafogo e Corinthians. Trabalhou comigo inclusive quando eu fui vice-presidente de futebol. Ele é um profissional que a gente gosta e acredita muito. a gente trabalha muito internamente aqui. ele traz muita estabilidade porque ele é muito experiente. Eu valorizo a experiência e ouço muito a experiência das pessoas que estão nesse negocio há muitos anos. Eu, como presidente, atuo em todas as frentes do clube. No momento final, eu respondo pelo clube. Eu estou deixando muito claro que tenho minha função de presidente e estou de olho em todos os departamentos. Estamos fazendo um trabalho estável, de estabilidade.

Voto on-line

- Estava no nosso plano de gestão que desejávamos implementar o voto online. Queremos que o torcedor esteja participando mais das decisões do clube. Nós precisamos de uma interpretação do estatuto. Eu gostaria que ficasse registrado, o Fluminense é o clube mais democrático do RJ. Para que não se confundam as coisas, porque as pessoas deturpam propositalmente o que a gente fala, o Sócio-Torcedor do fluminense é o único do Rio de Janeiro que tem o direito de votar. eu perdi uma eleição em 2016 com o voto do Sócio-Torcedor e venci em 2019 com o voto do Sócio-Torcedor. Desde 2010, a eleição do Fluminense é fiscalizada e gerida pelo Ministério Público do Rio de Janeira e com urnas eletrônicas do TRE que fiscaliza e participa das eleições. Até 2016 não havia urna eletrônica. Eu estou fazendo essa fala aqui porque a única coisa que a gente não pode para 2022 é transformar as eleições do Fluminense como as dos outros clubes. E eu falo especificamente como a do Vasco. O Fluminense está de pé porque nós, em 2016, mesmo perdendo, fizemos a boa política. em nenhum momento fomos detratores das pessoas, não criamos fake news para poder atacar a instituição. O Fluminense é maior do que todos nós, do que nossas vaidades e correntes políticas. O que não pode acontecer é as pessoas inventarem uma bandeira que é nossa, que estamos trabalhando para organizar. Nós criamos uma comissão interna para que a gente possa entregar a analise para que não gere judicialização. O Fluminense é muito grande para que nós fiquemos discutindo essas pequenezas que só prejudicam a instituição. Lisura acima de tudo, é isso que precisamos para 2022.

Renovações de contrato

- Setembro é conhecido como o mês "triangulo das bermudas" do futebol por conta das lesões e alguns jogadores estão em fim de contrato e procuram organizar o futuro. O clubes têm dificuldades nesse período porque a gente já começa a pensar no ano seguinte, mas ainda tenho 18 rodadas do campeonato para me classificar e preciso de todos os jogadores do elenco. Exceto em casos específicos, só vamos discutir renovação a partir de dezembro em 2021. Se acontecer uma questão pontual ou inversa, ou seja, se alguém procurar um jogador nosso em final de contrato e nossa comissão técnica entenderem que é um jogador que é importante para o ano que vem e iniciaremos uma processos e renovação. Por enquanto a rega é essa, só falamos de renovação no final da temporada, como aconteceu no caso do Nenê e do Matheus Ferraz.

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