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Planalto se diz constrangido com ida de Weintraub aos EUA e pode não apoiar segundo mandato dele no Banco Mundial

Ana Paula Ramos
·2 minutos de leitura
Ex-ministro causou constrangimento ao Planalto após ida às pressas para os EUA. (Foto: Reprodução/Twitter)
Ex-ministro causou constrangimento ao Planalto após ida às pressas para os EUA. (Foto: Reprodução/Twitter)

A forma como o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub deixou o país, no último fim de semana, dando a aparência de uma “fuga”, criou constrangimentos para o Palácio do Planalto, disse um assessor do presidente Jair Bolsonaro ao jornalista Valdo Cruz, do G1.

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Por esse motivo, o presidente pode não apoiar a renovação do mandato de Weintraub no cargo de diretor-executivo do Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos.

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O ex-ministro foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo, cujo mandato vai até outubro.

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Abraham Weintraub viajou às pressas aos Estados Unidos e teria entrado no país com passaporte diplomático, na condição de ministro, o que levantou críticas de que o governo brasileiro teria dado “cobertura” para uma “saída sorrateira” dele do país.

Nesta terça-feira (23), o presidente retificou a data de demissão do ex-chefe da Educação inicialmente publicada no Diário Oficial da União como dia 20 de junho e estabeleceu que a exoneração passou a valer na sexta-feira (19).

Ele teria sido exonerado então antes de chegar a Miami, nos Estados Unidos, o que pode levantar questionamentos se ele está de forma ilegal no país. Há dúvidas sobre como ele entrou em território americano com as restrições impostas a passageiros que chegam do Brasil em meio à pandemia do coronavírus.

Na sexta-feira, o senador Fabiano Cantarato (Rede-ES) havia protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de apreensão do passaporte de Weintraub para evitar que ele saísse do Brasil.

O Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas já solicitou apuração se houve participação do Itamaraty na ida do ex-ministro aos Estados Unidos. Para o Subprocurador Lucas Furtado, a alteração na data de exoneração de Weintraub “confirma a fraude”.

BANCO MUNDIAL

Weintraub foi indicado para o cargo no Banco Mundial, mas ainda não tem vínculo formal com a instituição. Ele pode ter que esperar até quatro semanas para que seu nome seja aprovado para o cargo de diretor-executivo no conselho administrativo do Banco Mundial.

Segundo a instituição, Weintraub ainda é apenas candidato do governo brasileiro ao posto e, antes de qualquer formalização, precisa aguardar a eleição no grupo de países do qual o Brasil faz parte, o chamado constituency.