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Pix: Santander apresenta o SX, solução que usará o sistema de pagamentos do BC

Rui Maciel
·4 minutos de leitura

O Santander Brasil inicia nesta terça-feira (25) uma campanha publicitária para apresentar o SX, sua solução que será integrada ao PIX, novo sistema de pagamentos e transferências instantâneas do Banco Central (BC). A platafoma entrará em operação no dia 16 de novembro e permitirá a pessoas físicas e jurídicas realizarem transações financeiras 24 horas por dia, 365 dias ao ano, em tempo real.

O PIX se somará às modalidades já disponíveis no mercado. Além de DOC, TED (ambos sob risco de extinção pelas mãos do Pix), cheques e cartões de débito e crédito, o consumidor poderá fazer pagamentos e transferências com mais eficiência, instantaneamente e sem custo para os clientes pessoa física.

“Percebemos que o PIX pode ser também uma poderosa ferramenta de bancarização da população e de fidelização dos nossos clientes. Por isso, decidimos oferecer benefícios a quem decidir utilizar a ferramenta para movimentar recursos conosco, e assim nasceu o SX”, afirma Marcelo Labuto, diretor do segmento Pessoa Física do Santander Brasil. “Por questões estratégicas, decidimos apresentar agora ao público nosso produto e, em breve, revelaremos os seus diferenciais.”

Protagonizada por Robson Nunes e Samantha Schmütz, a nova campanha publicitária do Santander explica as vantagens do sistema PIX e convoca o consumidor a fazer um cadastro para utilizar o SX assim que entre em operação. Os filmes, que estreiam hoje no horário nobre da tevê aberta, contam ainda com a participação especial de Ana Paula Arósio, em rara aparição na mídia.

“Neste primeiro momento da campanha, nosso foco será explicar o que é o PIX e apresentar o nosso SX. A seguir, começaremos a trazer para os filmes os diferenciais que nos permitem dizer que temos um PIX especial”, explica Igor Puga, diretor de Marca e Marketing do Santander Brasil. “Como esse tema ainda é novo para o público e exige algum didatismo, apostamos em uma abordagem mais lúdica e bem-humorada.”

Recursos

Segundo Labuto, o PIX traz avanços inquestionáveis, mas caberá ao consumidor fazer o melhor uso desta modalidade, considerando, por exemplo, a necessidade de ter recursos disponíveis em conta a cada transação, a qualidade do acesso à internet e a robustez do sistema da instituição financeira. As operações poderão ser feitas utilizando um QR Code, uma chave alfanumérica ou suas informações pessoais cadastradas.

“O PIX tem muitas vantagens, mas não esperamos que vá substituir todas as outras modalidades de pagamentos", explica o executivo. "Com o SX, esperamos dar aos nossos clientes bons motivos para utilizar o sistema e queremos ser, desde já, uma referência nesta tecnologia”. conclui.

Adesão de quase mil instituições

No último dia 16 de junho, o BC informou que o PIX já conta com ampla adesão. A instituição liberou a lista de instituições interessadas no uso da plataforma e que já estão testando seus sistemas para oferecer o novo serviço de pagamentos e transferências. Além do Santander, estão outros grandes bancos, como Bradesco, Itaú e Banco do Brasil, bem como fintechs, como Nubank e PicPay.

Ao todo, 980 instituições financeiras e de pagamento estão participando da etapa de homologação. Há uma grande variedade de tipos de entidades que desejam ofertar o PIX. Bancos, cooperativas e fintechs, por exemplo, estão nesse grupo. O resultado mostra o grande interesse do mercado em oferecer este novo meio de pagamento e que conta com a regulamentação do BC.

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Primeiro, bancos com mais de 500 mil clientes vão operar com a nova tecnologia. Atualmente, 34 instituições integram este grupo. O prazo para solicitar a adesão terminou em 1º de junho. Ainda que as instituições tenham realizado o cadastro, a participação das mesmas no PIX é facultativa. Uma nova janela de inscrições será aberta em dezembro deste ano.

A plataforma também aceitará transações com criptomoedas como o Bitcoin. Além disso, a instituição afirmou que empresas de criptoativos também poderão participar da plataforma, sem sofrer nenhuma restrição. No mais, as instituições de pagamento não reguladas pelo BC participam mediante contratação de participante responsável, que avaliará a capacidade técnico-operacional e a integralização do capital mínimo requerido, além de atuar como liquidante.

Fonte: Canaltech

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