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Pix é seguro como qualquer outra transação no mobile, diz diretor do Itaú

Talita Moreira e Daniela Braun
·2 minutos de leitura

Executivo da área de tecnologia do banco afirma que os testes com a nova plataforma mostram funcionamento adequado Usar o Pix será, em tese, tão seguro quanto fazer qualquer outra transação por meio dos aplicativos dos bancos, afirma o diretor-executivo de tecnologia do Itaú Unibanco, Ricardo Guerra. “O nível de risco é o mesmo que se tem hoje”, diz. Para o executivo, é inevitável que haja tentativas de fraudes no Pix - sejam ataques cibernéticos, sejam golpes relacionados à chamada engenharia social, em que o cliente é induzido a abrir suas informações por um criminoso. Tentativas desse tipo acontecem diariamente nas instituições financeiras. “Os bancos aprenderam a criar mecanismos de prevenção a fraudes. Se fosse inviável, a gente não teria essa base toda de clientes no mobile.” Os sistemas do Itaú para o Pix foram desenvolvidos em nuvem pública e vão se conectar aos do Banco Central (BC), que será o dono da base de identificação dos clientes e fará a liquidação das transações. Esse sistema correrá em paralelo ao que hoje compensa TEDs e DOCs, que conta com a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), um órgão privado e controlado pelos bancos. Guerra afirma que os testes que vêm sendo realizados mostram que a plataforma funciona adequadamente. No entanto, segundo ele, isso não assegura que no “dia D” - 16 de novembro, quando o Pix começa a funcionar — não haverá nenhum problema. “Quem trabalha com tecnologia sabe que isso é impossível de garantir.” O executivo diz também que é difícil prever qual será a demanda pelo Pix no começo. A expectativa dele é que o número de operações comece lento, mas ganhe tração rapidamente para então estabilizar. Segundo Guerra, o BC está ciente de que o sucesso do Pix depende de um bom fluxo das transações - o que está em parte nas mãos do regulador. “Se não funcionar bem, o cliente não vai querer usar”, afirma.