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Piora nos sinais vitais da Terra é reflexo da superexploração humana, diz estudo

·3 minuto de leitura

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon (OSU, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, publicou um estudo relatando a urgente necessidade da eliminação dos combustíveis fósseis como resposta às mudanças climáticas. Basta acompanhar qualquer noticiário para assimilar que o planeta não passa bem — e a conta está chegando para nós. Segundo os autores, a piora dos sinais vitais da Terra se dá, em grande parte, a um reflexo de um sistema de negócios que explora os recursos naturais de maneira implacável.

Em outubro de 2019, William Ripple e Christopher Wolf, pesquisadores da OSU, lançaram um alerta em nome dos cientistas mundiais acerca da emergência climática. Hoje, quase 20 meses depois, o apelo conta com mais de 13.900 assinaturas de 158 países — mas isso não é suficiente. No artigo, publicado no periódico BioScience, Ripple e Wolf apontam um aumento sem precedentes no número de desastres relacionados às mudanças climáticas desde 2019, como inundações devastadores, ondas intensas de frio e calor, tempestades e incêndios florestais.

(Imagem: Reprodução/NASA/NOAA)
(Imagem: Reprodução/NASA/NOAA)

Para Ripple, há evidências suficientes de que estamos nos aproximando ou até mesmo ultrapassando os pontos de inflexão em peças importantes do sistema terrestre. Como exemplo, o pesquisador cita a morte dos recifes de corais em decorrência do aumento da temperatura dos oceanos, o desmatamento da Floresta Amazônica e a perda do gelo nos polos. Desde que a temperatura global começou a ser registrada, 2020 foi o segundo ano mais quente da história — e os cinco mais quentes ocorrem após 2015. E não para por aí, pois pesquisas apontam que este recorde pode ser superado nos próximos cinco anos.

O artigo também revela o aumento dos níveis de concentração dos três principais gases causadores do efeito estufa — dióxido de carbono, metano e óxido nitroso —, que atingiram recorde em 2020 e já em 2021. Só em abril deste ano, foi registrada uma quantidade de dióxido de carbono de 416 partes por milhão, o maior registro global mensal já observado. “As prioridades precisam mudar para reduções drásticas e imediatas dos gases do efeito estufa, especialmente o metano”, aponta Wolf. Para os autores, precisamos parar de tratar esta emergência como uma questão isolada, pois o aquecimento global não é o único sintoma de um planeta sobrecarregado por nossas demandas.

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Embora a pandemia tenha dado um alívio para esta crise climática, o problema está longe de ser resolvido. “Provavelmente, por causa da pandemia, o consumo de combustível fóssil diminuiu desde 2019, assim como as emissões de dióxido de carbono e os níveis de viagens aéreas”, acrescenta o pesquisador. É necessário, segundo os autores, uma transformação profunda nos sistemas de produção e consumo. “Enquanto a pressão da humanidade sobre o sistema da Terra continuar, as tentativas de remédios apenas redistribuirão a pressão”, dizem.

O estudo também foi lançado no momento em que o Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), uma iniciativa da ONU, prepara um relatório sobre a ciências das mudanças climáticas — previsto para ser lançado em 9 de agosto deste ano. Ripple ressalta que as políticas para combater a crise climática — ou qualquer outro sintoma — devem abordar sua causa na raiz: a superexploração humana do planeta. O artigo com mais detalhes da pesquisa foi publicado em 28 julho na BioScience.

Fonte: Canaltech

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