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Pimco espera recuperação da renda fixa com recessão em 2023

(Bloomberg) -- Depois de um ano de perdas recordes para a renda fixa global, a Pimco espera uma virada em 2023 se houver uma recessão.

A mega-gestora de recursos, que administra cerca de US$ 1,7 trilhão em ativos, disse aos clientes que títulos soberanos vão amortecer a turbulência econômica que se aproxima, com cupons altos e a perspectiva crescente de que alguns bancos centrais serão forçados a flexibilizar a política monetária repentinamente.

A Pimco recomenda títulos mais sensíveis a juros — que foram um péssimo investimento nos últimos dois anos — e diz que é melhor evitar ativos arriscados como ações, de acordo com um relatório.

O maior choque inflacionário em quatro décadas provocou um ciclo agressivo de aperto monetário global, liderado pelo Federal Reserve. Ao mesmo tempo, um aumento volátil e brutal das taxas nos mercados de renda fixa fez com que os títulos do Tesouro americano oferecessem cupons acima de 4%, os mais altos em mais de uma década.

Com dados recentes que sugerem um pico da inflação nos EUA, o argumento a favor dos títulos daqui para frente está na capacidade de aguentar uma recessão, que a Pimco prevê para os EUA e Europa no próximo ano.

“Investimentos em renda fixa tenderiam a ser resistentes a uma recessão, quando ancos centrais normalmente cortam juros”, disseram os gestores de portfólios Erin Browne, Geraldine Sundstrom e Emmanuel Sharef no relatório.

Uma crise econômica aliviaria a inflação, o que, por sua vez, poderia levar o Federal Reserve a atingir sua taxa máxima no início do próximo ano, de acordo com a Pimco.

Os títulos sensíveis a juros serão “a primeira classe de ativos a ter desempenho superior, especialmente em países sensíveis a taxas como Austrália e Canadá, bem como em mercados emergentes selecionados que estão à frente no ciclo de alta”, escreveram os gestores.

Nos EUA, onde uma mudança rápida de aumentos de juros para cortes é improvável, “os yields dos Treasuries já são altos o suficiente para oferecer um retorno atraente apenas a partir dos rendimentos. Além disso, uma estabilização nas taxas poderia atrair mais investidores de volta à classe de ativos.”

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