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Pilha de dívida corporativa colombiana pode virar ‘junk’

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Investidores de renda fixa descontam nas empresas colombianas os equívocos do governo em meio à onda vendedora de títulos corporativos alimentada pela especulação de que o país pode ser novamente rebaixado para a categoria de alto risco.

Os títulos em dólares de empresas com sede na Colômbia registraram o pior desempenho entre mercados emergentes em maio, segundo um índice Bloomberg Barclays de dívida corporativa. Os rendimentos de títulos vendidos pela estatal de petróleo Ecopetrol e pelo Bancolombia, maior banco do país, atingiram o nível mais alto desde o fim do ano passado, quando a Colômbia sentia o impacto da pandemia.

A onda vendedora tem mais a ver com a nota de crédito soberano da Colômbia do que com qualquer preocupação específica com as empresas. No mês passado, o presidente da Colômbia, Ivan Duque, desistiu de um projeto de lei para aumentar impostos, o ministro da Fazenda teve que renunciar e os protestos da população aumentaram. A S&P Global Ratings rebaixou a nota de crédito do país para grau especulativo, ou junk.

Investidores agora apostam que a Fitch Ratings seguirá os passos da S&P. Isso consolidaria a nota soberana em território junk e forçaria a venda de até US$ 2 bilhões em títulos públicos em dólares por gestores que possuem apenas dívida com grau de investimento, estima o Bank of America. Cerca de US$ 14,3 bilhões em dívidas corporativas já estão à beira do rebaixamento para grau especulativo, de acordo com o JPMorgan Chase.

“Já existe uma redução do apetite dos investidores por dívida em geral, mesmo sem o rebaixamento da Fitch”, disse Munir Jalil, economista-chefe do BTG Pactual para a região andina. Um corte poderia fazer com que os spreads de títulos corporativos subissem para 40 a 60 pontos-base em relação à nota soberana, o dobro de antes da decisão da S&P, de acordo com Jalil.

Por enquanto, a Colômbia mantém a classificação de grau de investimento em duas das três principais agências de classificação de risco. A Moody’s Investors Service classifica o país como Baa2, dois degraus acima de junk. A Fitch disse que planeja conduzir a revisão semi-anual de sua classificação BBB- nos próximos dois meses.

Alguns preços de títulos corporativos já refletem as expectativas do mercado de que um rebaixamento é certo. Analistas do JPMorgan escreveram em relatório que “em geral, os valores já parecem incorporar o risco do anjo caído”.

Os rendimentos dos títulos de 10 anos vendidos pela Ecopetrol estão mais altos do que os de petroleiras com classificação junk, como a Petrobras. Empresas Públicas de Medellín, ou EPM, e Promigas registraram algumas das maiores perdas na América Latina em maio.

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©2021 Bloomberg L.P.