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PIB do Rio, Sergipe e Paraíba encolheu em 2017, primeiro ano da recuperação, diz IBGE

DIEGO GARCIA
***ARQUIVO***SÃO PAULO,SP, 27.08.2019: Site do Produto Interno Bruto - PIB. (Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Rio de Janeiro foi o estado brasileiro com a queda mais intensa no PIB (Produto Interno Bruto) em 2017, o primeiro ano de recuperação após a dura recessão econômica que o Brasil atravessou.

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (14), a economia do Rio encolheu 1,6% naquele ano. Só mais dois estados brasileiros também registraram recuo: Sergipe (-1,1%) e Paraíba (-0,1%). 

Os três acumularam o terceiro ano seguido no negativo, dando continuidade à recessão dos anos de 2015 e 2016. Em 2017, o PIB nacional avançou 1,3%, após queda de 3,5% em 15 e 3,3% em 2016.

Segunda maior economia do país, apenas atrás de São Paulo, o Rio continuou em recessão por perdas nas atividades de construção civil, comércio, informação e comunicação, e nas áreas de agropecuária, serviços e indústria.

Desde 2002, o Rio reduziu sua participação no PIB nacional em 2,2 pontos percentuais, principalmente pela perda de relevância do estado nas indústrias extrativas. Há 17 anos, tinha representação de 60% nessa atividade, que passou para 31% em 2017.

Os estados de São Paulo (32,2%), Minas Gerais (8,8%), Rio Grande do Sul (6,4%), Paraná (6,4%) e, apesar da queda de 2017, Rio (10,2%), ainda concentram a maior parte do PIB do país, com 64% de participação. Porém, esse percentual vem diminuindo. 

Maior PIB brasileiro, São Paulo perdeu participação de 0,3 ponto percentual no índice geral, reflexo de mudanças na atividade financeira, seguro e serviços relacionados, motivadas pela redução nas operações de crédito e de depósitos no Brasil. Outro setor que influenciou a perda de participação do estado paulista foi o da construção, que estava em queda no período.

O Sudeste apresentou sua menor participação no PIB nacional em toda a série histórica, mas ainda concentra mais da metade da riqueza: 52,9%.

"A atividade da construção no Brasil perdeu 0,8 ponto percentual em relação a 2016. E a participação de São Paulo se mantém, entre 2016 e 2017. Então com isso a economia vai perder participação no total do PIB do país", disse Alessandra Poça, gerente de contas regionais do IBGE.

A região Centro-Oeste, puxada por Mato Grosso e Distrito Federal, com queda de 0,1 ponto percentual cada, também perdeu participação no PIB nacional. 

De acordo com a divulgação, 18 unidades federativas apresentaram variação em volume do PIB maior do que ao do país, principalmente por causa do desempenho da agropecuária, que se refletiu em 10 desses estados. 

Pará, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais e Rondônia foram os estados que ganharam participação no PIB brasileiro, segundo o IBGE.

O Distrito Federal se manteve como maior PIB per capita brasileiro, R$ 80.502, resultado 2,5 vezes maior que o resultado nacional, que variou 4,2% com relação a 2016, ficando em R$ 31.702.  São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná são os maiores registros, na sequência. Maranhão e Piauí, os menores.