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PIB dos EUA no 3º tri superou projeções do FMI, mas crescimento é volátil, diz autoridade

Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional talvez precise aumentar sua previsão para o crescimento dos Estados Unidos após dados do PIB melhores que os esperados para o terceiro trimestre, disse uma autoridade sênior do FMI nesta quarta-feira, mas o aumento de juros pelo Federal Reserve está começando a esfriar a demanda, especialmente em habitação.

Nigel Chalk, diretor interino do departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo, disse à Reuters em uma entrevista que as mais recentes previsões do relatório Perspectiva Econômica Mundial do FMI de 1,6% de crescimento real do PIB dos EUA em 2022 presumiram um resultado menor para o terceiro trimestre do que a taxa de crescimento anual de 2,6% relatada semana passada pelo Departamento do Comércio.

“Foi um relatório forte. Foi definitivamente um terceiro trimestre mais forte do que tínhamos em nossa previsão no relatório de outubro, então, nesse sentido, há um lado positivo”, disse Chalk.

Mas ele disse que o PIB dos EUA tem sido extremamente volátil este ano, saindo de uma contração de 0,6% no segundo trimestre, com os dados do terceiro trimestre potencializados por uma contribuição incomumente grande das exportações líquidas, junto com um grande acúmulo de estoques.

Em seu relatório de 11 de outubro, o FMI havia cortado a previsão de crescimento dos EUA em 0,7 ponto percentual, com base no resultado fraco do segundo trimestre deste ano. Junto com outros fatores, como os custos crescentes de alimentos e energia gerados pela guerra da Rússia na Ucrânia e política monetária mais apertada, as reduções nos EUA compensaram as surpresas positivas na Europa, deixando a projeção de crescimento global do FMI para 2022 estática em 3,2%.

Mas Chalk disse que os dados do terceiro trimestre refletem uma mudança em padrões de consumo dos norte-americanos que pode causar efeitos negativos em outros países, como um retorno a gastos em serviços, como viagens, restaurantes e tratamento de saúde, afastando-se da demanda induzida pela pandemia por bens importados.

“Eu acho que esta recomposição da demanda nos EUA é uma característica muito importante. Indo para o próximo ano, os EUA estão desacelerando e isso nunca é bom para a economia global”, disse Chalk. “Além de desacelerar, está se afastando de bens de consumo, e isso está meio que exacerbando o efeito à economia global”.

(Reportagem de David Lawder; Reportagem adicional de Rodrigo Campos)